20 de fevereiro | 2008
Mulher pode ser 1.ª doadora olimpiense para transplante de medula
Uma mulher, cuja identidade e endereço estão sendo mantidos em sigilo até por normas do próprio Ministério da Saúde e atendendo solicitação do Hospital do Câncer de Barretos, provavelmente moradora do centro da cidade de Olímpia, poderá ser a primeira pessoa da cidade a fazer a doação de medula óssea para transplante e conseqüente tratamento de leucemia.
A informação foi dada pelo padre Ivanaldo Mendonça, da Quase Paróquia de São José, que atuou na campanha realizada no dia sete de outubro de 2006, com a finalidade de cadastrar voluntários com alto potencial de doação de medula óssea.
“Nós ainda não temos autorização para anunciar o nome desse possível doador. Essa pessoa, a partir de agora, passará a fazer os exames necessários exigidos para conferir a compatibilidade para que o transplante possa acontecer”, explicou sobre a não divulgação, ainda, do nome da possível doadora.
Também o nome do receptor será mantido em sigilo. Mendonça justificou que o sigilo é parte do regulamento. Segundo ele, o próprio hospital explicou que receptor e doador, embora haja uma campanha em andamento para diminuir o prazo para três anos, somente se conhecerão no prazo de cinco anos.
“Isso para resguardar uma série de coisas que são importantes como a recuperação da saúde do receptor, para evitar possíveis problemas de possíveis subornos, a gente acredita que isso nunca viria dessa pessoa, mas a justiça e o Ministério da Saúde, estabelecem o tempo de cinco anos”, explicou.
A campanha, considerada perfeita pelo advogado Sílvio Roberto Ribeiro de Lima, realizada em conjunto com o Rotary Club e Rotaracty Club de Olímpia, cadastrou 1.840 pessoas com idade entre 18 e 55 anos. Os cadastros foram encaminhados para o Rio de Janeiro.
O trabalho, que fez parte da “Semana da Saúde”, foi realizado na Cripta da Matriz de São João Batista, também por representantes das pastorais, do poder público, clubes de serviços, associação dos voluntários do combate ao câncer, e coordenado pelo Hospital de Câncer de Barretos, Fundação Pio XII.
As pessoas cadastradas fazem parte do REDOME (Cadastro Nacional), que é o registro de doadores de medula óssea no Brasil, que fica no Rio de Janeiro. Se alguém no mundo necessitar do transplante de medula e se for compatível com a de uma das pessoas que foram cadastradas, ela será contatada e só aí começa o processo em si para a doação de medula, que somente pode ser feita inter-vivos.
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