10 de junho | 2009
Casal é preso em Cajobi acusado de espancar criança de 14 anos de idade
Um casal foi preso na cidade de Cajobi e indiciado na Lei Maria da Penha, acusado de espancar e machucar uma criança de apenas 14 anos de idade. A ocorrência de lesão corporal dolosa foi registrada na tarde da terça-feira, dia 9, por volta das 16 horas, na rua Orgent Luiz Tonhã. A Polícia Militar chegou até ao local depois de denúncia formulada por Adilson Ricardo Ribeiro, de 22 anos, tio da vítima.
No local, foram presos em flagrante Edivaldo Lima, de 32 anos de idade, natural do Estado de Sergipe, região nordeste do Brasil e sua amásia, Dinalva Perpétua Tomas Ribeiro, de 30 anos de idade, que teria permitido a violência contra a filha, por não ter ao menos tentado evitar a violência praticada contra a criança.
Adilson Ribeiro, irmão da acusada, procurou o conselho tutelar e a polícia militar da cidade, porque recebeu de um amigo de sua sobrinha M.S.R., de apenas 14 anos de idade, um bilhete informando que a criança estava sendo vítima de cárcere privado e maus-tratos.
Consta que o menino estava jogando bola nas proximidades da casa da menina, quando um bilhete foi jogado, provavelmente por uma janela e por cima de um muro, relatando os maus-tratos e o pedido de socorro. O menino pegou o bilhete e entregou ao tio.
No bilhete ela relatava que seu padrasto, Edivaldo Lima, a havia espancado pela manhã e que estava toda machucada por causa da violência, inclusive, sofrendo um soco na boca que chegou a quebrar-lhe um dente. A menina dizia ainda no bilhete que o padrasto a trancou no interior da casa e que não deixava que ela saísse.
A menina afirmava também que tudo que vinha sofrendo estava sendo acompanhada pela própria mãe, Dinalva Perpétua Tomas Ribeiro, que não tomou nenhuma atitude vendo a violência praticada pelo companheiro.
Por isso, Adilson acionou a Polícia Militar que foi até à residência, onde deteve o casal em flagrante. Padrasto e mãe foram levados à delegacia da cidade onde o delgado Júlio César Cardoso ratificou a prisão em flagrante, mas estabelecendo fiança no valor de R$ 600 cada um, que foi paga pelo casal, que agora responderá o processo em liberdade.
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