06 de junho | 2016

Secretário diz que justiça atrasa obra que amenizaria a situação

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Na avaliação do secretário municipal de Governo, João Paulo Polisello, é o Poder Judiciário quem estaria atrasando a realização de uma obra que, também segundo ele, apenas amenizaria a situação das inundações que são verificadas a cada ano, mas agora a cada seis meses, na parte baixa do Jardim São Benedito, bairro localizado na região central da cidade, historicamente conhecido por Pito Aceso.

De acordo com Polisello, já foram desapropriadas várias áreas naquela região: uma lanchonete, diversas casas nas Ruas Castro Alves e Coronel José Medeiros. Mas o problema é uma desapropriação de um terreno. No entanto, ele não informa a quem pertence o imóvel.

“Só que infelizmente nós não estamos tendo autorização da justiça para que nós comecemos a realizar a obra para que pelo menos amenize a questão ali no São Benedito”, explicou durante entrevista que concedeu a uma emissora de rádio local na manhã desta sexta-feira, dia 3.

A quantidade de chuva registrada em Olímpia no final da tarde da quinta-feira desta semana, dia 3, variou entre 45 milímetros, segundo o que foi divulgado pela imprensa e 80 milímetros, de acordo com a informação de Polisello.

“Infelizmente, novamente aconteceu a inundação daquela área do Jardim São Benedito (Pito Aceso), na área do Nakamura. Desde o ano de 2013 ou 2014, nós assinamos um recurso financeiro. Infelizmente os trâmites judiciais é o que emperra que a Prefeitura Municipal realize essa obra”, lamentou.

“Nós estamos com um problema jurídico, um terreno que nós precisamos passar uma galeria de águas pluviais, é grande, tem dois metros de altura por dois metros de comprimento, que vai tirar toda aquela água daquela região, que será jogada próximo da Câmara Municipal. Hoje a força da água do rio faz com que a enxurrada volte para as ruas”, justificou.

De acordo com Polisello, ainda falta a realização de uma perícia que será determinada pela justiça. “Os proprietários do terreno que anteriormente haviam autorizado para fazer a travessia com uma desapropriação amigável, hoje não aceitam mais pela especulação financeira que se criou no local”, contou.

Por isso, por enquanto estão sendo realizados apenas serviços paliativos. Mas o local necessita de duas galerias grandes para a solução dos problemas que sempre são registrados.

 

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