01 de novembro | 2016
Cunha afirmou que houve justiça na decisão do juiz eleitoral local

Junto com o vice-prefeito eleito Fábio Martinez, eles foram acusados de praticar abuso de poder econômico e político pela coligação que abrigou a candidatura a prefeito de Hilário Juliano Ruiz de Oliveira e do candidato a vice-prefeito Cláudio Fernando Volpe de Martini Gemignani.
Após o julgamento Fernando Cunha afirmou que a ação não tinha embasamento legal e que sua campanha foi realizada respeitando as normas que regem o sistema eleitoral.
“Desde o início da ação estava com a consciência tranquila, pois fizemos uma campanha limpa e transparente. Mais uma vez, a justiça foi feita ao julgar a ação improcedente e atentatória à vontade livre e soberana do povo de Olímpia”, afirmou à imprensa na tarde da quinta-feira desta semana, dia 27.
De acordo com o advogado da coligação de Cunha, Luiz Carlos Rodrigues Rosa Junior, todos os atos foram praticados dentro da moralidade e legalidade previstas pela Lei Eleitoral. “Jamais tivemos qualquer dúvida sobre a improcedência da ação, a qual foi contestada com fundamentos sólidos e nos melhores termos do direito”, destacou.
Antes mesmo do julgamento Fernando Cunha já se manifestava com tranquilidade inclusive dizendo entender a função do Ministério Público Eleitoral (MPE). “O Ministério Público costuma ter opiniões mais duras mesmo. Isso não quer dizer que tenha embasamento legal. É a opinião do promotor. O promotor tem a opinião dele e pronto e pode se manifestar da forma como ele quiser”, explicou em entrevista que concedeu à rádio Espaço Livre AM, na manhã da quarta-feira desta semana, dia 26.
Além disso, comentou: “A candidatura do Hilário Ruiz entrou com um pedido de impugnação da minha candidatura, minha e do Fábio Martinez, na política tudo é possível, eles poderiam pedir o que quiser e eu poderia ter pedido também a impugnação do Hilário e do Berto, pelos mesmos motivos que eles pediram a minha, tem as mesmas coisas”.
Entretanto, Cunha disse que não fazia sentido movimentar a justiça eleitoral em uma ação idêntica: “Eu acho que não faz sentido, que não tem suporte legal. Acho isso vai dar em nada e não quis sobrecarregar o judiciário com esse tipo de acusação. Por isso, então, eu não fiz o pedido de impugnação deles. Eles então fizeram essa impugnação, o promotor acatou, eu respeito a opinião do Ministério Público”.
Também já destaca a tranquilidade em relação à fundamentação: “Mas eu, por tudo que eu vi, não tem uma fundamentação legal já que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu que mesmo antes de pré-candidatura qualquer cidadão pode fazer anúncio em jornais, em rádio, em outdoors, falando o que pensa e sobre qualquer coisa. Então, hoje qualquer pessoa pode fazer isso. E não é porque vai se tornar candidato que ele está proibido. Então, não há ilegalidade nenhuma nisso (…)”.
Reforçou ainda o prefeito eleito que fez “uma campanha limpa, não teve abuso econômico de minha parte porque o que eu fiz os outros também fizeram. Eu não fiz nada mais do que os outros fizeram. Não há ilegalidade nem na minha atitude e nem nas atitudes dos outros. E não houve exagero de uso de recurso em hipótese alguma da minha parte em relação aos demais. Não aconteceu isso”.
OUTRO LADO
Por outro lado, a reportagem do Diário da Região de São José do Rio Preto manteve contato com o advogado Gilson Eduardo Delgado, um dos representantes da coligação de Hilário Ruiz, que informou que eles ainda não haviam sido notificados.
De acordo com o que foi publicado na seção Coluna do Diário, que é publicada diariamente na página 3, assinada pelo jornalista Rogério Castro, embora ainda sem a notificação, o advogado respondeu que “não pretendem recorrer”.
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