28 de março | 2010

Delegada do caso “Nardoni” atuou em Olímpia de 99 a 2002

Compartilhe:

A delegada do 9.º Distrito Policial de São Paulo, Renata Helena da Silva Pontes, responsável pelo inquérito policial que investigou a morte da menina Isabella, de apenas cinco anos de idade, atuou nas delegacias da cidade de Olímpia e da comarca, principalmente, em Guaraci. Segundo arquivos desta Folha, isso aconteceu pelo menos no período entre os anos de 1999 e 2002.

No período em que trabalhou em um inquérito que presidiu, apurava uma briga durante o evento e acabou gerando uma representação ao Ministério Público de Olímpia, que apontava irregularidades que teriam sido praticadas pelo ex-prefeito José Fernando Rizzatti, para a realização de uma festa do peão.

A festa aconteceu no Recinto de Exposições e Atividades Folclóricas Professor José Sant’anna, no período de 23 a 28 de junho de 1998, dentro das comemorações do Dia do Padroeiro da cidade, São João Batista, que teria sido idealizada pelo filho do ex-prefeito, Gustavo Rizzatti.

A ação teve por base uma representação encaminhada ao Ministério Público dos Direitos Constitucionais do Cidadão, pelo então presidente da Associação Hípica de Olímpia (AHO), Gilberto Donizetti Recco, levou em consideração um acordo para encerrar inquérito policial que apurava uma briga durante o evento.

Um trecho da representação dizia: "Aliás, o próprio Sérgio Bandeira confirma em seu depoimento prestado na polícia que: "É proprietário de uma empresa que aluga arenas e estruturas em geral para espetáculos. No de 1998, alugou para a Comissão de Organização da Exposição agropecuária de Olímpia, em meados de junho. Acredita ter cópia do contrato realizado entre sua empresa e a referida comissão".

Consta da representação que a delegada de polícia que presidiu o inquérito policial solicitou do prefeito o fornecimento de cópia do contrato firmado entre a Comissão e Sérgio Bandeira, e que cuja solicitação não foi atendida.

Gilberto Recco entendia como curioso o fato de dias após a solicitação da então delegada, Renata Helena da Silva Pontes, foi juntado ao inquérito policial Termo de Retratação de Representação, onde a vítima retirava a queixa, e ainda cópia de um acordo firmado entre a mesma e um dos membros da comissão.

Em outra situação, que também consta dos arquivos desta Folha, uma operação comandada pela então delegada titular da DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), Renata Helena da Silva Pontes, foram realizadas buscas em três casas localizadas às margens do Rio Chachoerinha, local conhecido por "Prainha". O objetivo era a averiguação se aqueles locais estavam sendo utilizados para favorecimento à prostituição.

CASO NARDONI

Por outro lado, Renata Helena da Silva Pontes, afirmou durante depoimento no Fórum de Santana, que já esteve em 136 locais de crime em sua carreira e que só indiciou Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá porque "tem 100% de certeza que eles cometeram o crime". A delegada foi a primeira a depor no segundo dia do julgamento do casal acusado de matar Isabella, filha de Alexandre, no dia 29 de março de 2008.

Isabella tinha 5 anos quando foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai, Alexandre Nardoni, e a madrasta, Anna Carolina Jatobá, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008. Segundo a polícia, ela foi agredida, asfixiada, jogada do sexto andar do edifício e morreu após socorro médico.

Compartilhe:

Comentários

Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!

Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!

Mais lidas