15 de abril | 2019

UPA seria incompatível para atender demanda de Olímpia

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Da forma como foi implantada, na correria, às vésperas de uma campanha eleitoral, além disso, se transformando na única porta de acesso para casos de emergência e urgência, a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) estaria sendo incompatível para atender toda a demanda da Estância Turística de Olímpia, além do total de pacientes que tem origem nas demais cidades da microrregião.

Pelo menos é isso que se pode depreender de uma afirmação feita no início da tarde da sexta-feira desta semana, dia 12, pelo diretor clínico da unidade, Gustavo Marcatto (foto), que é de São José do Rio Preto e assumiu em meados de fevereiro. “Atende uma demanda muito maior do que deveria atender”, afirmou em vídeo gravado na internet.

De acordo com o diretor, que depois de assumir passou de 30 a 40 dias para conhecer toda a estrutura e o funcionamento para obter um diagnóstico geral da unidade, tudo seria complicado em razão da UPA local ser a única porta de urgência e emergência da cidade.

“Têm os casos mais graves e os casos menos graves, o que não é o projeto inicial das UPAs. Hoje tem uma UPA aqui (Olímpia) que é teoricamente porte II. Hoje em dia atende a uma demanda e alguns tipos de serviços prestados, muito mais serviços do que é contemplado pelo ministério (saúde) e atende uma demanda muito maior do que deveria atender”.

No entanto, não aponta os fatores emer­genciais como única causa do ponto crítico da UPA local: “Não diria que seria um ponto crítico, mas a urgência em geral e aqui em Olímpia nós só temos uma porta de urgência que é a UPA que atende toda a população (local) mais a microrregião e mais uma demanda muito grande de turistas. Então, a urgência é o gargalo da saúde porque todo mundo que tem qualquer tipo de problema, de qualquer natureza, pode procurar o atendimento lá a qualquer hora do dia e ele vai ser atendido, independente do que for”.

De acordo com ele, em razão dessa situação, atualmente o município tem de arcar com mais de 50% dos custos operacionais da unidade. “Atendemos a maioria dos casos de baixa gravidade”, situação que, segundo Marcatto, poderia ser atendida em um Pronto Socorro Municipal ou uma Unidade Básica de Saúde. “Por isso muitas vezes há a demora (no atendimento)”, reforçou.

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