13 de junho | 2010
Diretor do DAEMO diz que casa sem caixa não terá habite-se
O caos gerado pela falta de água nas torneiras, principalmente na terça-feira, dia 8, fez o superintende do DAEMO (Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia), Valter José Trindade (foto), avisar que, a partir de agora, as obras concluídas sem serem dotadas de um reservatório de água, não mais receberão autorização para serem ocupadas, ou seja, o chamado habite-se.
“Tivemos uma reunião, recentemente, com os engenheiros da prefeitura, a legislação, o código de obras, exige que as residências em construção coloquem caixas de água. E a prefeitura tem liberado habite-se sem essas caixas de água. Mas de agora em diante, nem isso vai acontecer. Se a obra construída não tiver caixa de água, não será liberado o habite-se. Isso, em todos os lugares é assim”, disse.
A afirmação foi feita durante entrevista explicando os motivos que geraram a falta de água e a muitas reclamações de consumidores. “O que a gente está pedindo é que as pessoas tenham caixas de água de reserva e que mantenham o uso mais restrito, o necessário para passar 12 horas ou durante o período que vai ficar sem água. Uma caixa de 500 litros é suficiente para passar essas 12 horas”, reforçou.
Para a exigência de reservatórios internos, Trindade justifica que a água depende bastante da energia elétrica e, que quando há falta, não há como abastecer os reservatórios do DAEMO, para continuar a normalidade do abastecimento.
“Para movimentar mil litros de água precisa de um quilowatt hora, se não você não consegue abastecer. Então, faltou energia, faltou água. Além do problema de estourar uma rede e faltar água. A residência tem que ter um depósito emergencial. O que está errado, são os imóveis construídos sem reservatório”, avisa.
Sobre o problema da terça-feira, principalmente, Trindade explicou que a falta de água estava acontecendo por causa da necessidade de fazer manutenção e limpeza dos reservatórios da ETA. Porém, destacou que divulgou com antecedência o que estaria acontecendo naquele dia.
“As caixas precisam de manutenção. O sistema de tratamento (ETA) tem três caixas de água. O ano passado nós lavamos uma e ficaram duas para lavar este ano. Para não ficar muito tempo sem água, a gente lava uma por vês. Esperamos a época do frio, quando tem um menor consumo, para aproveitar e fazer essa limpeza”, explicou.
De acordo com ele os funcionários trabalharam a noite toda, de segunda para terça-feira, para limpar um reservatório que tem capacidade para armazenar 600 mil litros. Disse ainda que, na tarde e noite da terça, faria a limpeza da outra.
“Está faltando água só no centro da cidade, para manutenção e limpeza do sistema. Isso para ter uma melhoria na qualidade da água. Isso nunca foi feito e a legislação exige que isso seja feito uma vez por ano”, reforçou.
ABASTECIMENTO PRÓPRIO
Já sobre não haver aulas, disse que desconhecia o problema. “Não estou sabendo disso e não sei por quê. Não são todas as escolas que faltam água. Só aqui no centro. Nas demais escolas o abastecimento de água está normal. Inclusive tem escola que tem água própria, poço artesiano. A falta de água é no centro da cidade, onde é abastecido pela ETA”, enfatizou.
Trindade citou que bairros como as Cohabs e CDHU, Jardim Santa Fé, entre outros, não havia falta de água. “Não tem falta de água, porque são sistemas independentes. Nós não temos conhecimento do problema de aula. Ninguém entrou em contado conosco”, esclareceu.
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