07 de junho | 2020

Suposto quarto envolvido afirma que não estava na cena do crime

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DUPLO HOMICÍDIO!      

O desempregado “Tchê” admitiu que guardou um revólver a pedido do amigo Luis Eduardo.

Em depoimento prestado ao delegado Rodrigo So­uza Ferreira, na delegacia de polícia de Guaraci, o desempregado Marco Antônio Alves da Silva Filho, o “Tchê”, de 22 anos, contou que não estava na cena do crime (duplo homicídio) em Guaraci. No entanto, admitiu ser amigo pessoal do autor Luis E­du­ardo Carvalho Diogo, de 20 anos, que pediu para e­le guardar um revólver, pro­vavelmente, calibre 38, depois que teria acontecido o crime.

“Tchê”, de acordo com o que se comentava depois do crime, teria sido visto conversando com Luis E­duardo na rua Edmundo Nicolau Mauad, 415, onde aconteceram as mortes e foi apontado como suspeito de ser um possível quarto envolvido no duplo homicídio, acontecido na tarde de sexta-feira, 29, às 17 horas, em Guaraci.

No depoimento “Tchê” foi assistido pelo advogado Paulo Henrique Pereira Borges. Ele declarou que na sexta-feira chegou a almoçar com Luis Eduardo em sua casa. Depois marcaram de vir a Olímpia, no início da noite. Afirma que estava em sua casa na rua José Galhardi, quando por volta das 17h30 Luis Edu­ardo chegou nervoso dizendo que teriam tentado lhe matar e pediu para ele guardar o revólver e foi embora.

“Tchê” conta que colocou a arma em um buraco feito pelo cachorro no quin­tal, ao lado de umas telhas. Conta que apenas ficou sabendo do duplo ho­micídio quando foi até a casa de seu avô, tendo sua irmã contado que Luis E­du­ardo havia matado duas pessoas.

No inquérito policial que apura o duplo assassinato, presidido pelo delegado Ro­drigo Ferreira, já prestaram depoimento um tenente do Baep, que comandou a equipe que prendeu Luis Eduardo em São José do Rio Preto, o pai de “T­chê”, onde a arma foi encontrada, um ajudante de pedreiro e o próprio “T­chê”.

Na noite de sexta-feira, 29, na delegacia de Gua­raci, o acusado do crime, Luis Eduardo, foi assistido pelo advogado Léo Cris­ti­an Alves Bom e se reservou no direito de apenas falar em juízo. O acusado está preso com a prisão preventiva decretada.

No depoimento do tenente do Baep, ele conta na polícia, que Luis Eduardo, depois de ser detido em Rio Preto, confessou o crime e disse ter utilizado uma arma semiau­tomáti­ca, que pegou na sua residência, antes do acontecido.

O DUPLO HOMICÍDIO

No duplo homicídio em Guaraci, o frentista Luis E­duardo Carvalho Diogo, de 21 anos é acusado de ter assassinado com tiros de revólver Dorvalino dos Santos de Paula, de 21 a­nos e Marcos Antônio da Silva Jú­nior, de 26 anos, ambos moradores em Gua­raci. O motivo do crime seria um “acerto de contas”.

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