27 de setembro | 2010
MP investiga possível agressão de tutelares a menor

O Ministério Público da Infância e Juventude de Olímpia, através da promotora de justiça Daniela Ito Echeverria, está investigando uma possível agressão que teria sido cometida por conselheiros tutelares a um menor de idade. O caso, segundo está sendo divulgado, teria ocorrido dentro da própria sede do Conselho Tutelar local.
Para tanto, a promotora determinou um procedimento preparatório de inquérito civil contra os três conselheiros tutelares que atuam na cidade. No entanto, ela não especifica a motivação, mas afirma que seria por prática de ato incompatível com a função.
O procedimento preparatório cita os nomes dos conselheiros Rodrigo Celestino Maceno, que seria o coordenador do Conselho Tutelar, Daiana Paula Ruiz e Jesus Aniceto Júnior. Aparentemente, segundo a reportagem tem verificado, os três que estão em atuação.
A determinação consta de uma publicação na edição da quarta-feira, dia 22, do Diário Oficial do Estado de São Paulo. Embora sem uma confirmação, seja dos conselheiros acusados, seja da própria promotora, há fortes rumores da possível agressão.
Há pelo menos três semanas a reportagem desta Folha tem tentado manter contado com Rodrigo Maceno ou um dos outros dois, pelo menos, mas a justificativa que recebe é de que estão em reunião e não podem atender, mas sempre recomendando que volte a telefonar na semana seguinte.
Já a promotora, que a reportagem também não tem conseguido manter contato, devido suas ocupações, alegou à imprensa local que não tem o hábito de passar informações quando há menor envolvido no processo.
“O objeto resvala em menor de idade e não podemos expor este menino, porque infringe (perturba e desrespeita) sua intimidade”, alegou, mesmo sabendo que não é habito, principalmente desta Folha, divulgar nomes ou mesmo endereços em ocorrências envolvendo menores de idade.
Consta que a promotora teria afirmado que “dificilmente” divulgará detalhes do processo, o que poderá ocorrer somente depois de finalizado. Ela justifica que se fosse outro tipo de processo poderia agir diferente.
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