30 de janeiro | 2011

Mesmo com riscos cidade ainda não tem Defesa Civil

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Assim como em grande parte da região noroeste do Estado de São Paulo, também em Olímpia a Defesa Civil é ausente e pode se afirmar que deixa a desejar. Com duas áreas consideradas de riscos de enchentes principalmente, e 100 moradores que pode se ver desabrigados de uma hora para outra, o município de Olímpia ainda não tem sua Defesa Civil em funcionamento.

A constatação foi feita pela reportagem desta Folha no início da tarde desta sexta-feira, dia 28, através de contato mantido com o comandante do Corpo de Bombeiros de Olímpia, sargento Adileu Galina.

Segundo ele, até que a Defesa Civil é considerada instalada no município, porém, ele não a considera ativada. Galina aponta que há dois pontos de alagamentos na avenida Aurora Forti Neves, que corta no sentido sul norte, o centro da cidade de Olímpia.

Um deles está no início da avenida, a cerca de 100 metros abaixo da ponte da avenida Dr. Andrade e Silva. O outro, está mais ao final do trecho urbano, cerca de 200 metros acima do Parque Aquático Thermas dos Laranjais. Nesses dois pontos são comuns o rio jogar a água para fora da calha quando ocorrem grande chuvas, muitas vezes apenas na região das nascentes do Olhos D’Água.

Sem contar que a própria Estação de Captação do DAEMO (Departamento de Água e Esgoto do Município de Olímpia), localizada na parte baixa do Jardim São José, zona sul da cidade, que também pode ser inundada se a chuva for muito forte, situação que pode, eventualmente, prejudicar o abastecimento na grande parte da cidade que é atendida pela Estação de Tratamento de Água (ETA), do Jardim Toledo, zona sudoeste.

Além disso, há a questão da parte baixa do Jardim São Benedito, região central de Olímpia, onde pelo menos uma vez a cada ano ocorrem inundações que prejudicam moradores do local.
Esse pontos foram abordados, inclusive, em meados de setembro de 2010, quando o então chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), da Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo, coronel Luiz Massao Kite, visitou Olímpia, justamente para tratar dessa questão com praticamente todos município da região administrativa de Barretos.

No caso de Olímpia, embora com várias obras realizadas no sentido de evitar problemas com grandes enchentes, o córrego Olhos D’água e a represa de contenção do Recco, construída pelo ex-prefeito Wilquem Manoel Neves, na década de 60, são consideradas áreas de riscos, principalmente para moradores do entorno das margens do rio.

Na ocasião Kita comentava a importância da implantação do sistema em Olímpia.
A afirmação foi feita pelo coronel Luiz Massao Kita, chefe da Coordenadoria Estadual de Defesa Civil (Cedec), da Casa Militar do Governo do Estado de São Paulo, quando comentava a importância da implantação do sistema em Olímpia, em entrevista que concedeu a esta Folha.

De acordo com ele, a Defesa Civil também se preocuparia com a preservação desses locais e, até no caso de um eventual rompimento da barragem da represa do Recco, haveria pronto um plano de atendimento das necessidades primárias.

Sem a coordenadoria, segundo ele explanou na época, as providências podem demorar até 20 minutos para começarem a ser implantadas, como, por exemplo, acionar a Polícia Militar ou Corpo de Bombeiros. Tempo que considera seja suficiente para salvar uma vida.

OUTRO LADO
A reportagem tentou na tarde de sexta-feira, dia 28, manter contato com o prefeito Eugênio José Zuliani, Geninho, para ouvir as explicações sobre a falta, ainda, do sistema de Defesa Civil em Olímpia.

Foi tentado contato através de seu telefone celular, mas ele não respondeu a ligação, como sempre fez. O método, inclusive, além de ser o que está combinado com o prefeito, atende o que Geninho entende ser a melhor maneira.

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