11 de fevereiro | 2025
Menina que Queria Rodar a Baiana” conta a história de uma garota determinada a se tornar componente de ala

Se antes Rafinha vivia no silêncio, hoje ouve um mundo de sons que dão o tom para a sua nova paixão: o Carnaval. “A Menina que Queria Rodar a Baiana” conta a história de uma garota determinada a se tornar componente de ala. O livro idealizado pelo professor, doutor em Letras e enredista Tiago Freitas, e ilustrado pela especialista em artes de matriz africana, Orádia Porciúncula, tem 40 páginas e é da Editora Cortez. Dedicada às crianças e aos pais, a obra esquadrinha as raízes das escolas de samba e explica que eram lugares onde os africanos escravizados formavam a resistência. Segundo o autor, nesses pontos de encontro, as dores eram transformadas em amor. Rafinha é uma menina negra que despertou para os sons da bateria de uma escola de samba. Encantada com o ritmo, ela questiona a avó sobre esse universo até conseguir uma visita à quadra da Unidos da Saudade. É nesse ambiente mágico e colorido que o autor convida o leitor a fazer parte de um dos maiores patrimônios brasileiros, o Carnaval. Entre ensinamentos sobre o samba enredo, passistas, velha guarda, comissão de frente, alegorias, harmonia, e muitos outros elementos que compõem a beleza carnavalesca, a garota começa a relacionar a escola tradicional com a escola de samba. Ao explorar o pavilhão, Rafinha se encanta com as baianas e escolhe desfilar nessa ala, considerada uma das mais importantes das agremiações. A partir de uma imersão nos valores que definem as condutas entre as mães do Carnaval, a protagonista entende a importância do respeito pelos mais velhos, considerados os guardiões de toda a sabedoria do samba. A jornada proposta por Tiago Freitas conduz a personagem na descoberta da própria ancestralidade, preservada em cada canto da quadra de ensaios. Rafinha, então, percebe que aquele espaço cultiva uma parcela da sociedade obstinada a lutar pela democracia, diversidade e humanidade. “A Menina que Queria Rodar a Baiana” é inspirada na história de Bah e de sua neta Laura, ambas baianas da Império de Casa Verde.

No mundo das relações aparentemente perfeitas, onde se encaixam aqueles que não conseguem ser gentis com o próprio coração? Em “Blu, Como a Cor Azul”, a escritora canadense Marie-France Leger apresenta um jovem casal cuja paixão é ameaçada pelos traumas do passado, o que torna a relação tão destrutiva quanto intensa. Nessa jornada de amadurecimento, a autora retrata a busca pela cura um no outro – até ambos entenderem que esse processo precisa vir de dentro. Blu Henderson, a protagonista, é uma garota marcada por tragédias familiares, como o alcoolismo e morte do pai, e relações tóxicas, mas que quer assumir sua identidade no mundo e encontrar paz. Ousada e carismática, ela usa um sorriso falso para vencer os desafios pelo caminho. Por outro lado, o quieto e introvertido Jace Boland tenta a todo custo provar o seu valor, enquanto lida com medos pessoais e enfrenta o fracasso em algo que amava fazer. Nesse romance contemporâneo sobre o impacto da autossabotagem nas relações amorosas, Marie-France reforça a importância de saber gerenciar as emoções e de se permitir escolher a si em detrimento do outro. Por meio de personagens complexos e emocionalmente quebrados, a autora convida o leitor a refletir sobre como episódios não superados na infância e adolescência afetam a vida adulta. Para isso, a trama mescla a trajetória do casal no passado e presente. Ao inserir o leitor em um universo de sentimentos conflitantes e dores profundas, Marie-France Leger aborda temas atuais, como depressão, transtorno de personalidade limítrofe e autoimagem corporal negativa, e reitera que os cuidados com a saúde mental são fundamentais para o indivíduo e suas relações.
Em busca de tudo o que a simbologia da cor azul representa – serenidade, proteção, confiança, paz e estabilidade –, Blu e Jace trilham uma bela e imperfeita trajetória de superação. Juntos, eles lutarão para desconstruir um relacionamento tóxico. Separados, devem encontrar no amor-próprio o alicerce para lidar com os desafios. O livro tem 352 páginas e é da Editora Mood.

Uma história intensa e repleta de reviravoltas marca “O Véu das Noites Vermelhas”, o primeiro livro de “A Saga de Sol e Sangue”, trilogia idealizada pelo escritor e músico Guilherme Cysne. No cerne da obra está o mito vampiro, uma simbologia clássica da literatura, agora, apresentada em um cenário contemporâneo frente a frente com problemas da sociedade atual. “O Véu das Noites Vermelhas” combina suspense, ação e dilemas morais em sua trama. Mais do que uma história sobre criaturas da noite, a obra busca refletir sobre os horrores humanos e sociais, explorando o uso do poder, a corrupção e a sobrevivência em um mundo onde a escuridão pode estar tanto nos vampiros quanto nos próprios homens. A obra conta a história de Eliza e Benjamin, dois jovens levando uma vida comum até que um incidente os arrasta para um universo de sombras, onde vampiros não são apenas lendas e o perigo está em cada esquina. Enquanto lutam para sobreviver, descobrem uma trama secreta e ameaçadora que envolve vampiros e humanos. No caminho, sacrifícios serão feitos e alianças inesperadas surgirão – mas será possível escapar da escuridão sem perder a própria alma? Além do livro, para ampliar a experiência da narrativa, o autor criou uma áudio-série com 38 episódios, transformando a leitura em uma imersão completa. O texto na íntegra foi convertido para uma narração envolvente, com trilhas sonoras originais criadas pelo próprio Guilherme Cysne. Os episódios transportam o ouvinte para o universo sombrio do livro que tem 317 páginas.
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