24 de abril | 2026
Confiança traída: vizinho se recusa a devolver carro e exige pagamento triplo para entregar veículo em Olímpia
Após acordo baseado em amizade de mais de 20 anos, moradora enfrenta inadimplência, ameaças e cobrança abusiva para recuperar automóvel

Segundo o relato, o comprador, identificado como A., era seu vizinho e amigo há mais de duas décadas. A proximidade entre os dois foi determinante para a concretização do negócio, que ocorreu de maneira informal e baseada na palavra dada. No entanto, o acordo se deteriorou rapidamente, gerando prejuízos financeiros e um impasse que agora deverá ser resolvido judicialmente.
NEGOCIAÇÃO ENTRE VIZINHOS TERMINA EM PREJUÍZO
De acordo com a ocorrência policial, o automóvel foi vendido mediante o pagamento de uma entrada de R$ 4.800,00. Além disso, o comprador assumiu o compromisso de quitar 12 parcelas mensais de R$ 726,00, referentes ao financiamento do veículo.
Nos primeiros meses, o acordo parecia estar sendo cumprido. A. pagou as quatro primeiras parcelas, o que reforçou a confiança da vendedora na continuidade da negociação. Porém, logo em seguida, os pagamentos deixaram de ser realizados, dando início ao problema.
RENEGOCIAÇÃO NÃO FOI CUMPRIDA
Ainda segundo o boletim, o comprador realizou uma renegociação da dívida diretamente com a instituição bancária, assumindo outras oito parcelas em novo formato. Contudo, nenhuma dessas prestações foi quitada.
Como o financiamento continuava vinculado ao nome da antiga proprietária, as cobranças passaram a ser direcionadas a M.. A situação trouxe preocupação imediata, já que a inadimplência poderia gerar restrições em seu nome e comprometer seu crédito.
PEDIDO DE DEVOLUÇÃO FOI NEGADO
Diante da falta de pagamento e do risco crescente de prejuízo, a vítima decidiu solicitar a devolução do automóvel. A intenção era reassumir o pagamento das parcelas e evitar que a dívida aumentasse ainda mais.
Entretanto, o pedido foi recusado pelo comprador, que permaneceu com a posse do veículo mesmo sem cumprir o acordo financeiro estabelecido entre as partes.
AMEAÇAS E COBRANÇA ABUSIVA AGRAVARAM O CASO
A situação ganhou contornos ainda mais graves quando, segundo a vítima, o autor passou a enviar mensagens ameaçadoras. No conteúdo apresentado à Polícia Civil, ele teria afirmado que faria o nome da mulher “ficar sujo”, insinuando ações que poderiam prejudicar ainda mais sua situação financeira.
Além disso, para devolver o automóvel, A. teria exigido o pagamento do triplo do valor da entrada originalmente paga — uma condição considerada abusiva e interpretada pela vítima como tentativa de extorsão.
CASO FOI DOCUMENTADO PARA PROVIDÊNCIAS JURÍDICAS
O caso foi registrado na Delegacia de Polícia de Olímpia como ocorrência de natureza não criminal, com autoria conhecida. O objetivo do registro é formalizar os fatos e servir de base para eventuais medidas judiciais futuras.
Segundo consta no boletim, os acontecimentos tiveram início em março de 2025, mas foram oficializados agora devido à escalada das ameaças e à impossibilidade de uma solução amigável entre as partes.
A vítima busca, por meios legais, reaver o veículo e cessar os prejuízos que vêm se acumulando ao longo dos meses, em um episódio que começou com confiança e terminou em conflito.
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