17 de fevereiro | 2008
Evangélicos desconsideram a quaresma e cultuam apenas a “morte do Senhor”

"Para nós, os evangélicos, a quaresma não existe e é apenas uma tradição católica. O que existe para nós é a morte do Senhor a Páscoa", enfatizou.
Segundo Cestaro a palavra de Deus não cita nada a respeito de após o carnaval iniciar um período de quaresma. "Uma que o carnaval não tem nada a ver com a bíblia e, na realidade é uma perseguição e não uma festa", disse.
E acrescentou: "em si, a palavra carnaval já está dizendo "Carne Vale", o valor e a festa da carne. Então, não tem nada a ver com a quaresma que se inicia, ou seja, para nós não tem essa questão, tanto da quaresma não significa nada", reforçou.
Da mesma maneira é encarada a questão da abstinência de carnes vermelhas. Cestaro explica que na realidade a mensagem de Jesus demonstra que não está interessado se a pessoa come ou não come carne. Pelo contrário, segundo prega, até cita que ele era para ser comido no sentido espiritual.
"Comer a sua carne ele até fala nos evangelhos que: ‘aquele que não comer da minha carne não tem parte comigo, eu sou o pão vivo que desceu dos céus, você se alimenta de mim’. Então são todas essas coisas e na realidade não tem nenhuma abstinência para nós de dizer eu vou comer ou não vou comer, se eu comer estou em pecado, não é esse a questão do pecado, e a questão que o senhor Jesus quer", reforçou.
Recomendação
Portanto, não há nenhuma recomendação no sentido de qualquer abstinência. "A única recomendação que faço é que gostaria que a nossa população, o ser humano de hoje, se voltasse mais para a palavra de Deus, atentasse mais e não ficasse somente nos comentários em pessoas que me disse e que falam e não sei o que", afirmou.
Cestaro disse também que a maioria não lê a bíblia "e depois me diz que o fulano de tal falou, eu obedeço aquela doutrina tal, obedeço o fulano de tal, eu estou ali e tenho ali uma placa, onde eu estou eu tenho essa religião, a minha religião é assim".
Ele reforçou que é nessa questão que recomenda a todos que deixem de lado "e que busquem o Senhor Jesus próprio e em si e que seja ele o seu redentor, seu guia e aquele que te esclarece. Nós todos temos o direito de invocar o nome dele, ou seja, quando se diz invocar, significa chamar pelo Senhor Jesus e recebendo ele como seu senhor".
E acrescentou: "É isso que estamos precisando e essa é a minha recomendação para todos, sejam crianças, adultos ou velhos. Enfim, todo ser humano é a imagem e semelhança de Deus e a nosso Senhor Jesus Cristo".
Já a Páscoa, para os evangélicos, é o significado da morte de Jesus Cristo e se dá sempre de acordo com a palavra de Deus, o mês de Abib que significa abril para os judeus.
Abib, de acordo com Cestaro, significa também a abertura das espigas e que está chegando o florescimento do trigo – na época havia muitas lavouras de trigo – e nesse Mês (Abib) era o período que faziam a Páscoa.
"E essa Páscoa vinha simbolizar a realidade que deveria vir em Cristo e que Cristo é a páscoa e um símbolo para os judeus e para nós os cristão também", emendou.
Porém, ainda de segundo Cestaro, "não há relação conosco de dizer que preciso guardar. Essa é uma doutrina que Deus me deu, guardar a Páscoa que é a festa dos judeus, simbolizando sim, que veio se relacionar ao nascimento e morte de nosso Senhor Jesus Cristo. Mais de 2000 anos antes eles (judeus) já comemoravam a páscoa".
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