10 de maio | 2026
Explosão de queixas contra a Sabesp leva Olímpia às raias da revolta popular
ÁGUA, CONTAS E REVOLTA!
Moradores relatam cobranças de contas já pagas, aumentos considerados abusivos, ameaças de corte, água com gosto forte de cloro, baixa pressão e atendimento apontado como lento e ineficiente. Mais de 150 comentários publicados após reportagem da Folha revelam indignação espalhada por praticamente todos os bairros da cidade e também pelos distritos.

O que inicialmente já chamava atenção pelo grande número de comentários se ampliou rapidamente após a repercussão da reportagem no Facebook e no Instagram do jornal, reunindo centenas de relatos semelhantes envolvendo cobranças, atendimento, qualidade da água e dificuldades para solução de problemas.
RECLAMAÇÕES SE MULTIPLICAM NAS REDES
O que mais chama atenção nas manifestações é a repetição quase idêntica das reclamações. Consumidores afirmam que pagaram contas e continuam recebendo avisos de cobrança, mensagens automáticas e até ameaças de corte.
Outros relatam aumentos considerados inexplicáveis nas faturas, muitas vezes saltando de valores próximos de R$ 60 ou R$ 100 para cifras acima de R$ 300, R$ 400 e até casos extremos mencionando cobranças de milhares de reais.
COBRANÇAS DUPLICADAS
E CONTAS CONSIDERADAS “SEM EXPLICAÇÃO”
A moradora Tiarle Rodrigo afirmou que a situação virou uma “dor de cabeça constante”. Segundo ela, mesmo com todos os comprovantes em mãos, já enfrentou duas situações envolvendo cobranças indevidas e ameaça de corte no fornecimento.
Ela relatou que, morando atualmente apenas duas pessoas na residência, a conta teria saltado para cerca de R$ 300, apesar de anteriormente, quando quatro pessoas residiam no imóvel, o valor máximo girar em torno de R$ 100. Segundo a moradora, encanadores foram chamados para verificar possíveis vazamentos, mas nada teria sido encontrado.
RELATOS APONTAM DIFICULDADE
PARA SOLUCIONAR PROBLEMAS
Situação semelhante foi descrita por Patrícia Pallin, que afirmou enfrentar dificuldades envolvendo a conta da casa do pai. Segundo ela, mesmo após pagamento efetuado e comprovado, a cobrança continuou ativa no sistema. Ela afirma que tentou resolver pelo telefone, pelo WhatsApp e presencialmente, mas relata demora e filas constantes no atendimento.
Outra reclamação que chamou atenção foi a de Marilei Barssalho. Ela contou que recebeu dois boletos referentes ao mesmo período, mesma data de vencimento e mesmos dados, porém com valores diferentes. Segundo o relato, ao procurar atendimento, recebeu orientação para pagar o valor maior e guardar o outro boleto.
ÁGUA “BABENTA”, CLORO
E BAIXA PRESSÃO VIRAM ALVO DE CRÍTICAS
Além das reclamações financeiras, dezenas de comentários passaram a apontar problemas relacionados à qualidade da água distribuída na cidade.
Moradores descrevem a água como “saloba”, “babenta”, “oleosa” e com excesso de cloro. Alguns afirmam que mesmo após filtragem permanece forte gosto químico. Outros relatam sensação de espuma durante o banho ou após lavar os cabelos.
MORADORES RELATAM
GOSTO FORTE E ESPUMA NA ÁGUA
João Batista Pessoa afirmou que a água “parece vir com sabão” e reclamou também da temperatura elevada da água durante o dia e à noite. Mara Helena Herculano de Castro afirmou que a situação se transformou em um “problema sério” e que a água estaria “babenta”.
Já Claunides Biagioni comentou que depois de lavar os cabelos permanecia a sensação de espuma, enquanto Carol Varollo Cudinhoto relatou presença de ciscos, gosto de cloro e aumento nos preços.
BAIRROS E DISTRITOS TAMBÉM RELATAM FALHAS
As reclamações não ficaram restritas à região central. Moradores de bairros como Cohab IV, CDHU III e também do distrito de Ribeiro dos Santos citaram baixa pressão no abastecimento, dificuldade para utilizar torneiras simultaneamente e fornecimento considerado insuficiente.
ATENDIMENTO É APONTADO
COMO OUTRO FOCO DE INSATISFAÇÃO
Outro ponto bastante citado pelos consumidores foi a dificuldade para resolver problemas pelos canais de atendimento.
Diversos comentários afirmam que o telefone não resolve, o aplicativo seria “uma porcaria”, o WhatsApp não funciona adequadamente e o atendimento presencial estaria constantemente lotado.
CONSUMIDORES RELATAM
FILAS E DEMORA
Adriano Leandro relatou que precisou perder meio período de trabalho para resolver presencialmente um problema envolvendo cobrança de conta já quitada. Segundo ele, o atendimento telefônico mandava procurar o online e o online mandava retornar ao telefone.
Roberto Carlos Patriam afirmou ter aguardado mais de uma hora sentado aguardando atendimento e desistiu antes de ser atendido. Segundo ele, várias outras pessoas também foram embora sem solução.
QUEIXAS ENVOLVEM ATÉ
SUPOSTA FALTA DE EDUCAÇÃO
Maria Maryá Ferreira comentou ainda sobre suposta falta de educação de funcionária da unidade local, enquanto outros consumidores afirmam que respostas prontas sobre “ausência de vazamentos” vêm sendo utilizadas mesmo diante de aumentos considerados incompatíveis com o consumo habitual.
INSATISFAÇÃO GANHA TOM POLÍTICO
E COBRANÇAS POR PROVIDÊNCIAS
Grande parte das manifestações acabou migrando também para o campo político. Muitos comentários passaram a responsabilizar diretamente a privatização do antigo DAEMO Ambiental e os agentes políticos envolvidos na aprovação da concessão. Além do prefeito responsável pela privatização, Fernando Cunha, também são citados os nomes dos vereadores que aprovaram.
Frases como “saudade do DAEMO” apareceram repetidas vezes entre os comentários. Muitos consumidores afirmaram que os serviços anteriormente seriam mais eficientes e que os problemas se intensificaram após a mudança para a atual concessionária.
MORADORES COBRAM PREFEITURA,
PROCON E MINISTÉRIO PÚBLICO
Houve ainda cobranças direcionadas à Prefeitura, vereadores, Ministério Público, Procon e órgãos fiscalizadores. Alguns moradores defenderam ações coletivas na Justiça, abaixo-assinados e denúncias aos órgãos de defesa do consumidor.
Marcelo Gonzalis questionou publicamente onde estariam o Ministério Público, o Procon, o prefeito e a polícia diante da quantidade de reclamações. Já Wilson Emílio da Silva afirmou entender que caberia inclusive ação civil pública diante da situação relatada pela população.
PRESSÃO POR RESPOSTAS
OFICIAIS AUMENTA
Moradores também passaram a cobrar posicionamento oficial das autoridades locais diante do aumento das reclamações e da repercussão que o tema ganhou nas redes sociais.
REVOLTA GENERALIZADA TRANSFORMA
REDES EM TERMÔMETRO DA CIDADE
O volume de comentários acabou criando um verdadeiro retrato do sentimento popular em relação ao serviço de abastecimento de água em Olímpia.
As reclamações partiram de consumidores de diferentes bairros, faixas etárias e perfis sociais, demonstrando que o problema deixou de ser pontual para assumir dimensão coletiva.
SENTIMENTO DE IMPOTÊNCIA
APARECE ENTRE OS RELATOS
Além dos relatos financeiros, o que mais aparece é o sentimento de impotência. Muitos afirmam que pagam para evitar corte no abastecimento mesmo discordando dos valores, enquanto outros dizem não conseguir tempo para enfrentar filas e burocracias em busca de solução.
A repercussão da reportagem mostrou também como as redes sociais passaram a funcionar como espaço de desabafo e pressão pública. Em vários comentários, consumidores incentivam moradores a guardar comprovantes, procurar o Procon, registrar boletins de ocorrência e buscar medidas judiciais.
PRESSÃO POPULAR CONTINUA CRESCENDO
Enquanto isso, a pressão popular continua crescendo e os consumidores seguem aguardando respostas mais claras, soluções efetivas e redução das reclamações que se multiplicam diariamente em Olímpia.
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