08 de maio | 2011

Família não quer que o corpo de olimpiense que morreu no voo 447 seja encontrado

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A família olimpiense da cantora soprano e dançarina brasiliense, Juliana Ferreira Braga de Aquino (foto), atualmente radicada em São José do Rio Preto, espera que o corpo dela não seja encontrado ou identificado. Ela estava no voo 447 da Air France, que caiu no oceano Atlântico na noite do dia 31 de maio de 2009, depois de decolar do Rio de Janeiro com destino a Paris.


Juliana foi uma das 228 vítimas (216 passageiros e 12 tripulantes) do desastre com o Airbus 330. Então com 29 anos de idade, a cantora viajava para a Alemanha, onde estava radicada há seis anos. De Paris ela seguiria para Stuttgart, onde se apresentaria no espetáculo Wicked.


Juliana de Aquino não era muito conhecida profissionalmente no Brasil e desde 2003 morava em Stuttgart, Alemanha, onde trabalhava em musicais.


Para Sônia Aquino, de 60 anos, tia da cantora, o possível resgate dos corpos que vem sendo anunciado pela televisão está “remexendo em uma ferida já fechada”, segundo declarou ao jornal Diário da Região.


Segundo ela, a avó da cantora, Aurora Aquino, de 85 anos, não quer ter notícias dos trabalhos de resgate. “Quando lhe contamos da possibilidade, ela nos disse que não queria saber de nada. Ela não quer voltar a sentir a dor da perda”, acrescentou Sônia.


Na quinta-feira desta semana, dia 5, uma equipe conseguiu retirar o primeiro corpo dos destroços do avião do voo 447 da Air France que caiu no Oceano Atlântico em meados de 2009, informou a polícia francesa.


Os restos mortais de alguns dos passageiros foram encontrados flutuando no oceano após o acidente, mas muitos dos corpos ainda estão desaparecidos, alguns deles, acredita-se, podem estar entre os destroços, a quase quatro mil metros de profundidade.


Uma equipe francesa, equipada com minissubmarinos, está na área onde foram localizados os escombros. Nos últimos dias, foram encontradas as duas caixas-pretas, que podem ajudar nas investigações da queda da aeronave.


De acordo com um comunicado da polícia francesa, o corpo da vítima ainda estava amarrado à poltrona do avião com o cinto de segurança, o que tornou difícil a retirada dos restos mortais. Ainda não está claro se todos os corpos encontrados em uma busca recente poderão ser resgatados.


Os investigadores agora esperam que os testes de DNA consigam identificar os restos mortais. Uma amostra do DNA do corpo será enviada à França junto com as duas caixas pretas recuperadas do Airbus 330, onde deverão chegar no começo da próxima semana.


A polícia francesa ressaltou a dificuldade de resgate e de remover os restos humanos a 3,9 mil metros de profundidade, chamando a operação “particularmente complexa e sem precedentes”.

Investigadores afirmam que “fortes incertezas” permanecem sobre a possibilidade técnica de serem resgatados mais restos mortais.

MOTIVOS DO ACIDENTE

Ainda não se sabe o que causou o acidente. Mas, segundo as primeiras informações, o Airbus A330 teria entrado na zona de tempestade às 2h00 GMT (23h00 de Brasília, domingo) e teria enviado uma mensagem automática de falha no circuito elétrico às 2h14 GMT (23h14 de Brasília), informou a Air France.

O avião que decolou do Rio de Janeiro às 19h00 de domingo, dia 31 de maio de 2009, deveria pousar às 11h10 de Paris (6h10 de Brasília) no aeroporto Charles de Gaulle.


FAMÍLIA OLIMPIENSE

Como se sabe, Juliana é filha do olimpiense José Benedito de Aquino, conhecido por Zé Capeta, que tem aproximadamente 60 anos de idade. Ela passou 20 dias de suas férias junto com a família, na cidade de Brasília, Distrito Federal, antes de embarcar no voo fatal.

A informação foi confirmada, na época, pelo advogado Luiz Carlos Roberto, primo de Juliana de Aquino. De acordo com ele, o pai, José Benedito de Aquino, Zé Capeta, é filho de Avelino de Aquino, funcionário aposentado da estrada de ferro, que tocava cavaquinho no grupo de seresta “Os Reumáticos”.


Benedito de Aquino, segundo o advogado, deixou a cidade há aproximadamente 30 anos e, atualmente reside em Brasília, Distrito Federal, onde é gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal (CEF).
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