07 de agosto | 2009

Funcionária de banco teria aplicado golpe de mais de R$ 210 mil

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A Polícia Civil de Olímpia vai investigar um possível golpe do empréstimo consignado, que teria sido aplicado por uma funcionária de uma agência bancária de Olímpia, cujo primeiro nome começa pela letra C, que pode superar o total de R$ 210 mil, contra funcionários públicos municipais de Olímpia e, ainda contra uma mulher aposentada, de 62 anos de idade. Para tanto, foram registrados 11 boletins de ocorrências para averiguação de estelionato, no período de quatro dias. Porém, consta que haveria ainda um grande número de vítimas que ainda não procuraram a autoridade policial.

Um dos boletins foi registrado na quarta-feira, dia 5, por C dos SG, que afirma que a funcionária do banco foi até seu local de trabalho oferecendo um empréstimo consignado, parcelado em duas vezes, um empréstimo de R$ 400 e outro de R$ 600,00, parcelas que nunca foram descontadas. Mas depois começou a receber cartas de cobrança do banco, informando uma dívida de R$ 17 mil, que não foi realizado por ela. O gerente, no entanto, confirmou apenas uma dívida de R$ 8 mil, que constava já como quitado.

No mesmo dia, RAA, procurou a Delegacia relatando que C, também em seu local de trabalho, ofereceu empréstimos e acabou concretizando um no valor de R$ 1,000,00, quantia que recebeu das mãos da funcionária. Em seguida, recebeu uma carta de cobrança do banco de um empréstimo de R$ 19 mil, que não foi realizado por ela. No seu caso também consta um empréstimo de R$ 8.700,00 que já estaria quitado.

Também no mesmo dia, a aposentada AAF, de 62 anos, relatou que é aposentada pelo INSS e recebe pelo banco. Segundo ela, ao tentar sacar seu pagamento do mês de julho não conseguiu. Porém, no caixa da agência bancária, foi comunicada de um empréstimo, no qual, a primeira parcela estava sendo descontada. Ela estranhou porque não tinha solicitado nenhum empréstimo. Ela relata que tentou reverter a situação com o gerente da agência, mas não obteve êxito. Em seu nome há uma dívida total de R$ 3,2 mil, para ser paga em 60 parcelas mensais de R$ 107,21.

Ainda no mesmo dia, CCN, relatou que o gerente da agência lhe comunicou a inadimplência de três parcelas de um empréstimo, no valor de R$ 259,00, referente a 72 parcelas, que nega ter realizado. De acordo ainda com ela, desde o mês de maio recebeu cobranças em seu telefone. Ela até acreditava que se tratava de outro empréstimo realizado na mesma agência, que estava sendo pago regularmente, porque é debitado mensalmente na folha de pagamento. Ela relatou também que o gerente pediu que fizesse uma declaração de desconhecimento do mesmo, mas que ele negou fornecer cópia do contrato.

Outro funcionário público, MRC, procurou a Delegacia também no dia 4, relatando que em setembro de 2008, a funcionária do banco foi até seu local de trabalho oferecendo um empréstimo. Na ocasião ele optou por tomar emprestado o valor de R$ 1,5 mil, quantia que a própria funcionária lhe entregou no seu local de trabalho, dizendo que posteriormente levaria o contrato para que assinasse, o que não aconteceu. Disse ainda que nada ainda foi descontado do seu pagamento. No mês de julho, porém, foi chamado ao banco para regularizar sua situação, quando tomou conhecimento de uma dívida de R$ 8.380,00.

I da CP, conta que ficou sabendo pelo gerente do banco que há dois empréstimos em seu nome. Um no valor de R$ 4.750,00 e outro no valor de R$ 5.800,00, divididos em várias parcelas. Ela afirma que realizou um empréstimo, só que no valor de R$ 4.000,00 parcelado em 36 vezes, que vem sendo descontado na folha de pagamento. Porém, diz desconhecer os outros dois valores.

LALN, afirma que recebeu várias ligações de cobrança da cidade de Curitiba. De acordo com o registro na polícia, em maio de 2007 ela realizou um empréstimo no valor de R$ 4.300,00 para ser pago em 15 parcelas de R$ 359, 29 e, no ano de 2008, realizou outro de R$ 4 mil, que foi parcelado em 24 vezes. Ocorre que no mês de julho, ela recebeu uma carta do Cerasa, cobrando uma dívida relativa a mais dois empréstimos em seu nome, um no valor de R$ 12.100,00, divididos em 72 parcelas e, outro, no valor de R$ 10.360,00 divididos em 72 parcelas, valores que ela afirma desconhecer.

Outra vítima que registrou boletim de ocorrência foi JANB, que relatou que realizou um empréstimo de R$ 2.240,00 para ser pago em 24 parcelas, que estaria quitado. Depois, passou a receber ligações de Curitiba, nas quais era cobrada uma dívida no valor de R$ 32 mil. Ela relatou ainda que solicitou o cancelamento de dois empréstimos realizados na sua conta, um no valor de R$ 11.798,00 e outro de R$ 4.120,00 e, ainda de uma transferência bancária para uma conta corrente no Banco Itaú, em nome de AA da S e afirmou também, que foi constatada a devolução de um cheque de R$ 1.715,00 que estava sem provisão de fundos.

B de AC, declarou que realizou um empréstimo no valor de R$ 1.400,00 para ser pago em 36 parcelas de R$ 68,66, mas ficou surpreso com outros dois empréstimos realizados, um no valor R$ 2.000,00 e outro no valor de R$ 2.100,00, divididos em 60 parcelas de R$ 68,60 e 60 de R$ 71,18, respectivamente.

Consta que até mesmo falsificação de assinaturas foram verificadas pelos funcionários públicos municipais que tiveram seus nomes envolvidos no banco.De acordo com o que foi divulgado pela imprensa local, ao ser indagada sobre a questão, a assessoria de imprensa do banco teria respondido apenas que “o banco está apurando esses supostos empréstimos fraudulentos e tomará as medidas cabíveis”.

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