01 de abril | 2026
Golpe da Frontier: motorista perde R$ 34 mil após cair em fraude de venda pelo Facebook
Criminoso clonou anúncio real de caminhonete e se passou por intermediário para aplicar o golpe; vítima só descobriu a fraude no cartório, no momento da transferência

A negociação envolvia uma caminhonete Nissan Frontier, cujo anúncio original havia sido publicado no site WebMotors pelo verdadeiro proprietário. No entanto, um criminoso clonou a oferta e a republicou no Facebook, passando a intermediar falsamente o contato entre o comprador e o vendedor legítimo.
ESTRATÉGIA DO GOLPISTA ENGANOU VÍTIMA DURANTE NEGOCIAÇÃO
Utilizando o nome falso de “Gustavo”, o estelionatário afirmou que trabalhava na construção civil e que teria recebido o veículo como pagamento por um serviço. Para dar credibilidade à história, ele ofereceu a caminhonete pelo valor de R$ 67 mil, equivalente à tabela FIPE do modelo.
Durante as tratativas, a vítima chegou a oferecer um terreno como parte do pagamento. Convencido de que se tratava de uma negociação legítima, Douglas realizou quatro transferências via Pix, conforme orientação do golpista.
TRANSFERÊNCIAS VIA PIX SOMARAM R$ 34 MIL
Os valores foram enviados para duas contas diferentes indicadas pelo criminoso. Dois depósitos, totalizando R$ 16 mil, foram feitos em nome de Cesar Augusto Moreira Cruz. Outros dois, somando R$ 18 mil, foram destinados a Adilson Antonio Da Silva.
As transferências foram realizadas por meio de chaves Pix vinculadas a um e-mail e a um CPF, prática comum em golpes dessa natureza, dificultando o rastreamento imediato dos valores.
FRAUDE FOI DESCOBERTA NO MOMENTO DA TRANSFERÊNCIA EM CARTÓRIO
O golpe só foi descoberto quando Douglas e o verdadeiro proprietário, Rubens Vicente Junior, se encontraram em um cartório em Olímpia para concluir a transferência do veículo. Ao compararem informações sobre pagamentos e negociação, perceberam que haviam sido enganados por um suposto intermediário.
Logo após a descoberta, o criminoso apagou todas as mensagens enviadas pelo WhatsApp e interrompeu o contato com as vítimas. O número utilizado possuía prefixo (11), indicando origem da região metropolitana.
VEÍCULO ESTAVA EM NOME DE TERCEIRA PESSOA E NEGOCIAÇÃO ERA LEGÍTIMA
A caminhonete estava registrada no nome de Thayná Achcar Vicente Marçal, filha de Rubens, que era quem estava de posse do veículo e conduzia a negociação verdadeira. O anúncio original era legítimo, mas foi utilizado indevidamente pelo golpista para aplicar a fraude.
Após perceber o prejuízo, a vítima entrou em contato com a instituição bancária na tentativa de bloquear ou reverter os valores transferidos. No entanto, até o momento, não há confirmação de recuperação do dinheiro.
CASO SERÁ INVESTIGADO PELA POLÍCIA CIVIL
A ocorrência foi registrada como estelionato, crime previsto no artigo 171 do Código Penal. O caso foi encaminhado para investigação pela Polícia Civil de Guaraci, que agora trabalha para identificar os responsáveis e rastrear o destino dos valores transferidos.
A polícia alerta para que compradores redobrem a atenção em negociações realizadas pela internet, especialmente quando houver intermediários ou pedidos de pagamento antecipado via Pix. A recomendação é sempre confirmar a identidade do vendedor e realizar transações apenas com o proprietário do bem, evitando prejuízos como o registrado neste caso.
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