21 de dezembro | 2025
Iquegami planeja ampliar Santa Casa e reformar a UPA nos próximos anos
A atual situação da saúde pública em Olímpia reflete um período de transição focado na organização administrativa e na recuperação de infraestruturas que apresentam sinais de deterioração.
Durante entrevista ao programa Pod Pai e Filha, na Rádio Cidade, conduzido por Bruna e José Antônio Arantes, o vice-prefeito e secretário da Saúde Márcio Iquegami expos que a rede municipal opera hoje com uma cobertura de 83% na atenção primária, com a meta de atingir 90% da população.
MODELO DE GESTÃO ALTERADO
O modelo de gestão foi alterado para priorizar contratos anuais em vez de semestrais, visando garantir a continuidade no abastecimento de medicamentos e insumos básicos.
O cenário administrativo herdado apresentava desafios orçamentários, com previsões de gastos subestimadas que limitaram ações no primeiro ano do ciclo atual.
REDUÇÃO DE ALUGUEIS
A estratégia adotada para equilibrar as contas incluiu a revisão de aluguéis, reduzindo as despesas mensais com imóveis de R$ 80 mil para R$ 29 mil.
Essa economia permite o redirecionamento de recursos para áreas finalísticas, embora a rede ainda enfrente obstáculos estruturais severos em prédios próprios que não recebiam manutenção adequada há quase uma década.
REORGANIZAÇÃO ADMINISTRATIVA
E INFRAESTRUTURA
As dificuldades prediais tornaram-se evidentes com as chuvas recentes, que causaram alagamentos em unidades administrativas e na Secretaria de Saúde, resultando na perda de equipamentos de informática recém-adquiridos.
O plano de recuperação prevê a reforma da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), com a criação de uma ala exclusiva para o atendimento infantil, visando separar o fluxo de crianças e adultos e humanizar o ambiente de espera.
TRÊS NOVAS UBS
Paralelamente, três novas Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão em fase de construção para atender bairros com alta densidade populacional.
No âmbito hospitalar, a Santa Casa de Misericórdia deve passar por uma expansão que dobrará sua capacidade em setores críticos.
AMPLIAÇÃO DA SANTA CASA
O projeto contempla a criação de 60 novos leitos de enfermaria, 10 leitos de UTI e cinco novas salas cirúrgicas.
O objetivo técnico é permitir que o hospital realize procedimentos de maior complexidade e reduza a dependência de centros regionais, como Barretos, especialmente em cirurgias de especialidades ortopédicas e de coluna, que apresentam demanda reprimida.
SAÚDE MENTAL E
CREDENCIAMENTO DE SERVIÇOS
A saúde mental foi apontada como o principal gargalo epidemiológico do período pós-pandemia, com aumento expressivo de casos de ansiedade, depressão e transtornos do desenvolvimento infantil.
Após oito anos de espera, o município obteve a aprovação para o credenciamento do CAPS 2, o que garantirá um aporte financeiro mensal do Governo Federal para o custeio do serviço.
NOVOS PONTOS
DE ENTREGA DE REMÉDIOS
A regularização do prédio e dos protocolos de atendimento foi necessária para destravar recursos que deixaram de ser recebidos pela cidade nas gestões anteriores.
Para melhorar o acesso aos medicamentos, a gestão implementou a descentralização da farmácia municipal e planeja a criação de novos pontos de entrega em locais estratégicos da zona leste.
TELEUPA
O uso da tecnologia também é parte da estratégia de modernização, com a implantação de totens de agendamento em todas as unidades e o fortalecimento da TeleUPA para triagem de casos leves.
Essas ferramentas buscam otimizar o fluxo de pacientes e reduzir a sobrecarga nos serviços de urgência e emergência durante as temporadas turísticas.
METAS PARA ESPECIALIDADES
E ATENDIMENTO ESTENDIDO
A central de regulação municipal passa por uma reestruturação para que o agendamento de consultas especializadas ocorra em um prazo máximo de sete a dez dias até o final do próximo ano.
O atendimento estendido em unidades estratégicas até as 20 horas já demonstra resultados no acolhimento de trabalhadores que não conseguiam acessar os serviços em horário comercial.
INTERAÇÃO HUMANA
Além do foco técnico, Iquegami ressalta a importância da interação humana no processo de cura, combatendo a tendência de robotização do atendimento médico trazida pelo uso indiscriminado de ferramentas digitais e autodiagnóstico.
A integração entre o planejamento estratégico de longo prazo e a resolução de problemas cotidianos de manutenção é vista como o caminho para estabilizar a rede pública.
O cronograma de investimentos para 2026 prevê a entrega das principais obras de ampliação e a consolidação da informatização completa do sistema de saúde.
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