10 de fevereiro | 2008

Juíza determina afastamento de delegado por improbidade

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 A juíza da primeira vara de Olímpia, Adriana Bandeira, determinou o afastamento do delegado de polícia Eduardo José Vendramel. Atualmente responsável pelo 1.º Distrito Policial da cidade, quando dos fatos era o titular da Delegacia de Polícia local.

De acordo com o processo, no ano de 2005 o delegado diretor da cadeia da cidade, teria liberado três detentos para trabalhar em uma obra particular dele, localizada em um condomínio da cidade.

Os presos tinham liberação da justiça para prestarem serviço fora da carceragem, como forma de redução de pena. Mas a liberação era apenas para reforma de presídios públicos.

O Ministério Público na época instaurou e pediu o afastamento da delegado pelo crime de improbidade administrativa. A sentença é em primeira instância e o delegado permanece no cargo até a sentença definitiva.

Fato

No ano de 2005, acusado de prevaricação e abuso de autoridade, o delegado foi afastado pela Corregedoria da Polícia Civil de Ribeirão Preto, que instaurou processo administrativo para apurar denúncias de prevaricação e abuso de autoridade e prevaricação.

Ele é acusado de usar a mão-de-obra de três presos condenados, que estavam encarcerados na Cadeia Pública de Olímpia, na construção de uma casa de sua propriedade em um condomínio Residencial Thermas Park.

Após denúncia anônima, três presos, condenados por roubo e tráfico de entorpecentes, foram flagrados por promotores do Ministério Público.

Consta que os presos tinham apenas autorização para trabalhar na demolição de um prédio antigo da cidade com a finalidade de reaproveitar o material para a ampliação de um muro da Delegacia. O Ministério Público teria apurado ainda que os detentos eram levados em dias alternados até a obra do delegado por uma viatura da Polícia Civil e ficavam no local sem qualquer vigilância por parte de policiais, o que incomodava os moradores do local.

No ano passado, porém, Vendramel voltou a trabalhar em Olímpia, desta feita no 1.º DP. À imprensa da região, Vendramel informou que ainda não tomou ciência da sentença, mas nega que tenha utilizado os presos para serviços particulares. Ele vai recorrer da decisão.

 

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