24 de abril | 2026
Moradora de Olímpia cai em golpe telefônico e perde mais de R$ 5 mil em falsa operação bancária
Criminoso se passou por funcionário de banco, alegou compra suspeita e induziu vítima a transferir R$ 5.271,83 pelo aplicativo

Segundo informações do boletim de ocorrência, a vítima, identificada como I. C. L. da S., recebeu uma ligação do número (21) 97994-5405. Durante o contato, o interlocutor afirmou ser funcionário do Banco Itaú e informou sobre uma suposta compra indevida no valor de R$ 2.000,00 realizada em seu cartão de crédito.
GOLPISTA SIMULOU PROCEDIMENTO DE SEGURANÇA
Com um discurso convincente, o criminoso orientou a vítima a acessar seu próprio aplicativo bancário e realizar uma série de procedimentos que, segundo ele, serviriam para cancelar a transação suspeita e efetuar o estorno do valor.
Confiando na legitimidade da ligação, a mulher seguiu todas as instruções repassadas em tempo real pelo suposto atendente. No entanto, ao concluir a operação, percebeu que havia feito uma transferência bancária efetiva — e não um estorno — no valor de R$ 5.271,83.
O dinheiro foi enviado para uma conta em nome de Pedro Henrique de Souza, conforme consta no registro policial.
PREJUÍZO SÓ FOI PERCEBIDO APÓS O DÉBITO
A vítima relatou que apenas percebeu a fraude após verificar que o valor havia sido debitado de sua conta. Sem conseguir reverter a operação de imediato, procurou a Delegacia de Polícia de Olímpia para registrar o caso.
O crime aconteceu no dia 15 de abril, em horário não especificado, mas a comunicação oficial à Polícia Civil ocorreu somente nesta semana. O caso foi registrado como estelionato, previsto no artigo 171 do Código Penal.
INVESTIGAÇÃO E ALERTA À POPULAÇÃO
A ocorrência foi atendida pela equipe do delegado Dr. Marcelo Pupo de Paula, responsável pelo registro do caso. A vítima foi orientada quanto ao prazo decadencial de seis meses para formalizar representação criminal contra o autor, caso ele seja identificado ao longo das investigações.
A Polícia alerta que instituições financeiras não solicitam transferências, senhas ou procedimentos de segurança por telefone. Em casos de suspeita, a recomendação é desligar imediatamente e procurar o banco por canais oficiais.
Golpes desse tipo têm se tornado cada vez mais frequentes, explorando o medo e a urgência para convencer vítimas a agir sem checar a veracidade das informações. Especialistas recomendam cautela redobrada em ligações inesperadas envolvendo movimentações financeiras.
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