01 de março | 2026

Olímpia não tem mais emissoras de rádio em AM

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FIM DE UMA ERA, DIAL RENOVADO! 
Cidade passa a operar apenas em FM após migrações da Espaço Livre que era AM. O tradicional som das ondas médias, que durante décadas embalou manhãs, transmissões esportivas, programas populares e debates políticos, deixou de fazer parte do dial local.

A mudança não ocorreu por encerramento abrupto, mas como consequência do processo nacional de migração autorizado pela Agência Nacional de Telecomunicações, que permitiu às emissoras transferirem suas concessões do AM para o FM, buscando melhor qualidade técnica e sustentabilidade comercial.

Durante boa parte do século XX, o rádio AM foi o principal veículo de comunicação de massa no interior paulista. Em Olímpia, as ondas médias estiveram presentes em casas, comércios, sítios e automóveis, formando gerações de ouvintes que se acostumaram ao som característico, muitas vezes com interferências, mas carregado de identidade.

Programas jornalísticos, transmissões esportivas, campanhas comunitárias e quadros musicais criaram vínculos profundos com a população. O rádio era companhia constante e, em muitos momentos, a única fonte de informação imediata.

Hoje, esse capítulo se encerra. Não há mais sinal AM ativo na cidade.

DA MENINA AM À ESPAÇO LIVRE FM

Entre as emissoras que marcaram essa trajetória, além da Rádio Difusora AM (a primeira de Olímpia) está a rádio que nasceu como Menina AM, operando na frequência 720 kHz. Posteriormente, a emissora passou a se chamar Rádio Espaço Livre, mantendo sua linha popular, jornalística e comunitária, consolidando-se como uma das vozes mais conhecidas do município.

Com a política nacional de migração, a emissora transferiu sua operação para o FM e agora transmite em 100,7 MHz, mantendo programação local e regional, mas em nova faixa.

A mudança explica o desaparecimento do AM do dial olimpiense, mas o fato central é que Olímpia já não possui emissoras em ondas médias.

O IMPACTO PARA OS OUVINTES

Para muitos ouvintes antigos, o fim do AM representa o encerramento de um ciclo afetivo. O rádio em ondas médias tinha alcance maior em determinadas condições, atravessava zonas rurais com facilidade e possuía uma presença sonora própria, reconhecível à distância.

Por outro lado, o FM oferece qualidade de áudio superior, menor interferência e melhor adaptação aos equipamentos modernos, inclusive sistemas automotivos e dispositivos digitais. A transição, embora técnica, altera hábitos e memórias.

Os aparelhos antigos que só captavam AM tornam-se obsoletos para sintonia local. Em compensação, os rádios atuais privilegiam o FM e a integração com aplicativos e streaming.

PROFISSIONAIS SEGUEM NO AR

A mudança de faixa não significou o desaparecimento das vozes conhecidas do público. Locutores, animadores e repórteres que construíram suas trajetórias no AM continuam no ar em FM.

Entre eles está Valter Carucce, comunicador experiente, animador e repórter que marcou época nas transmissões em ondas médias. Ele agora mantém seu estilo já consagrado na nova frequência 100,7 FM, preservando a identidade construída ao longo dos anos.

A adaptação técnica não alterou a essência do conteúdo. O que mudou foi o canal.

CENÁRIO ATUAL DO RÁDIO EM OLÍMPIA

Com o encerramento das operações em AM, Olímpia passa a ter exclusivamente emissoras em FM. O dial local concentra rádios comerciais, comunitárias e afiliadas de redes, todas operando na frequência modulada.

Essa configuração acompanha tendência nacional. Centenas de cidades brasileiras deixaram de ter transmissões em ondas médias nos últimos anos, seja por migração para FM, seja por encerramento de concessões.

O FM assume esse papel agora, mas sob novas dinâmicas: maior competição, qualidade sonora aprimorada e integração com meios digitais.

Olímpia não perdeu o rádio. Perdeu o AM. O rádio permanece vivo, mas em outra faixa.

MEMÓRIA E CONTINUIDADE

O encerramento das transmissões em ondas médias fecha um ciclo histórico iniciado na primeira metade do século passado. A cidade acompanhou o nascimento, crescimento e consolidação do rádio AM como principal veículo de comunicação local.

Hoje, a realidade é outra. O dial é exclusivamente FM. A tecnologia mudou, os hábitos evoluíram, mas o rádio segue sendo instrumento de informação, entretenimento e identidade comunitária.

COMO FICA O RÁDIO EM OLÍMPIA

Hoje, todas as rádios oficialmente licenciadas no município funcionam em frequências moduladas (FM). Entre elas, destacam-se:

Rádio Espaço Livre – FM 100,7 MHz: herdeira da antiga rádio em AM e que manteve sua programação ao migrar para o FM, com programação popular e jornalística voltada ao público local e regional.

Rádio Difusora – FM 106,1 MHz: emissora de longa tradição, que transicionou formalmente sua concessão de AM para FM, mantendo sua marca consolidada e ampliando sua cobertura na nova frequência.

Rádio Menina FM – 93,3 MHz: estação reconhecida por programação musical variada e conteúdo regional.

Band FM Olímpia – 95,9 MHz: afiliada de rede com programação diversificada e foco em música, esporte e informação.

Nativa FM Olímpia – 88,5 MHz: estação local com proposta musical e comunitária voltada a públicos específicos dentro da cidade e região.

Rádio Cidade FM – 98,7 MHz: emissora de perfil comunitário, com identificação comunitária e programação focada em participação local e conteúdos próximos ao ouvinte.

 

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