11 de dezembro | 2025
Pai denuncia ameaças de sujeito que diz pertencer a ‘facção’ após pedir guarda de filha deixada dois dias sozinha pela mãe
Genitora teria trancado a criança de 4 anos e outra de 2 anos na residência para ir a uma festa; caso de abandono de incapaz desencadeou série de intimidações contra o ex-marido.

O caso, registrado como ameaça (art. 147 do Código Penal), é um desdobramento de um episódio anterior de abandono de incapaz, no qual a mãe das crianças teria deixado a menina e outro filho pequeno trancados sozinhos em casa por cerca de dois dias.
CASADOS POR DOIS ANOS
Segundo o relato registrado no boletim de ocorrência, o pai foi casado com a autora, também de 25 anos, por aproximadamente dois anos. Após a separação, ele passou a notar negligência nos cuidados com a filha.
A situação atingiu o ápice no dia 16 de novembro de 2025, quando a mãe teria saído para frequentar uma balada com o atual namorado e amigos, deixando a filha de 4 anos e outra criança de 2 anos (fruto de outro relacionamento) sozinhas na residência.
CRIANÇA PEDIU SOCORRO
O abandono só foi descoberto porque a menina de 4 anos conseguiu abordar uma pessoa que passava pela rua, pedindo ajuda e relatando estar com fome. A testemunha acionou a Polícia Militar imediatamente.
Na ocasião, foi lavrado um boletim de ocorrência por abandono de incapaz e as crianças foram encaminhadas a um abrigo pelo Conselho Tutelar. A mãe só teria sido localizada na segunda-feira seguinte ao fim de semana da festa.
MAL INJUSTO E GRAVE
Diante da gravidade dos fatos, o pai iniciou os trâmites legais para requerer a guarda definitiva da menor. Foi a partir deste momento que as intimidações começaram.
O denunciante relatou à polícia que passou a receber mensagens enviadas pelo atual namorado da ex-mulher, supostamente a mando dela, contendo ameaças de um “mal injusto e grave”.
AMEAÇAS E FACÇÃO
Nas mensagens enviadas ao celular da vítima, o autor das ameaças afirmava pertencer a uma facção criminosa e dizia que iria “pegar” o funileiro dentro de sua própria casa.
As mensagens diziam ainda que o atual companheiro da mulher “iria atrás” do pai da criança caso ele insistisse em “ir atrás da ex-mulher”, referindo-se à disputa pela guarda.
APAGOU AS MENSAGENS
O pai relatou às autoridades que, tomado pelo nervosismo e temendo por sua integridade física, bloqueou o contato e apagou as mensagens do aparelho.
Ele manifestou expresso temor de que algo mais grave possa ocorrer, especialmente em virtude do andamento do processo de guarda da filha.
A vítima foi orientada quanto ao prazo de seis meses para representar criminalmente contra os autores.
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