28 de julho | 2025
Prefeitura alerta sobre riscos à saúde e pede que população pare de alimentar pombos em Olímpia
Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente destaca impactos da superpopulação das aves na limpeza urbana, na saúde pública e no meio ambiente.
A Prefeitura da Estância Turística de Olímpia emitiu um alerta à população sobre os perigos provocados pelos pombos urbanos, reforçando a orientação para que os moradores deixem de alimentar essas aves em praças, calçadas, vias públicas e residências. A medida visa prevenir doenças, conter o aumento populacional e reduzir os danos causados à saúde pública, ao meio ambiente e à limpeza da cidade.
Apesar de parecerem inofensivos, os pombos representam uma ameaça concreta. Originários da Europa, os pombos domésticos se adaptaram com facilidade ao ambiente urbano e, sem predadores naturais e com acesso abundante a alimentos, se reproduzem em grande escala.
Locais como telhados, praças e janelas funcionam como pontos de abrigo e descanso, e qualquer sobra de comida, inclusive aquelas deixadas intencionalmente por pessoas, contribui para sua multiplicação.
AUMENTO DOS POMBOS
PREJUDICA LIMPEZA URBANA
O crescimento desordenado da população de pombos tem impacto direto na limpeza da cidade. Suas fezes, presentes em áreas de grande circulação como praças e calçadas, comprometem o trabalho da Secretaria de Zeladoria e Meio Ambiente, que nem sempre consegue realizar a higienização completa dos locais atingidos. A consequência é o acúmulo de sujeira, que afeta a aparência dos espaços públicos e causa desconforto a moradores e turistas.
Além da sujeira, as fezes dos pombos são corrosivas e podem danificar calhas, monumentos e outras estruturas. Isso gera prejuízos materiais e demanda manutenção constante por parte do poder público e da população. Outro problema é a concentração de aves em pontos turísticos da cidade, atraídas pela presença constante de visitantes e restos de alimentos.
POMBOS SÃO VETORES
DE DOENÇAS GRAVES
O principal alerta das autoridades, no entanto, diz respeito à saúde pública. As fezes secas dos pombos são veículos de transmissão de doenças como criptococose, histoplasmose e salmonelose. A contaminação ocorre principalmente pela inalação da poeira com resíduos ressecados ou pela ingestão de alimentos infectados.
A criptococose é provocada por fungos presentes nas fezes e pode causar lesões nos pulmões e no sistema nervoso. Já a histoplasmose é uma infecção que afeta o sistema respiratório, podendo evoluir com sintomas graves.
A salmonelose, causada por bactérias, é mais conhecida e provoca diarreia, vômitos e problemas intestinais. Há ainda o risco de transmissão da psitacose e infestações por ácaros, piolhos, carrapatos e moscas-do-pombo, que geram dermatites e alergias.
ALIMENTOS HUMANOS
SÃO PREJUDICIAIS AOS POMBOS
Outro ponto destacado pela prefeitura é que alimentos processados, como pães, bolachas e restos de comida, além de atrair os pombos, são prejudiciais à própria saúde das aves. Ao se alimentarem de maneira inadequada, os pombos perdem o comportamento natural de evitar o contato com humanos e se tornam cada vez mais dependentes da alimentação urbana.
Esse desequilíbrio contribui para o aumento da presença das aves em locais de grande circulação de pessoas, elevando os riscos sanitários e ambientais. A proximidade com humanos também agrava o problema da proliferação de doenças.
IMPACTO ECOLÓGICO
E ORIENTAÇÕES À POPULAÇÃO
A proliferação dos pombos também afeta o equilíbrio ecológico. Essas aves competem por território e alimento com espécies nativas, além de danificarem áreas verdes ao revirar canteiros em busca de comida. A reprodução acelerada e a ausência de predadores tornam o controle um desafio constante para a administração pública.
A Prefeitura de Olímpia orienta a população a não alimentar os pombos, manter quintais limpos, não deixar ração ou alimentos expostos para animais domésticos, vedar telhados e frestas que possam servir de abrigo e, ao limpar fezes de aves, usar máscara, luvas e desinfetante para evitar a inalação de partículas contaminadas.
A colaboração da comunidade é essencial para evitar a superpopulação e os riscos associados. A proposta não é exterminar as aves, mas adotar práticas responsáveis que preservem a saúde pública e o meio ambiente.
Comentários
Os comentários não representam a opinião do iFolha; a responsabilidade é do autor da mensagem.
Você deve se logar no site para enviar um comentário. Clique aqui e faça o login!
Ainda não tem nenhum comentário para esse post. Seja o primeiro a comentar!











