28 de março | 2010

Puttini diz que plantaram “coisa ruim” no telhado do Ginásio de Esportes

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Que o abandono era grande todos sabiam. Mas até que ponto pode ter chegado a situação? E pelo que se depreende da afirmação do secretário municipal de Cultura, Esportes, Turismo e Lazer, Humberto José Puttini, ultrapassou os limites normais. "Estava tudo pichado, tudo estragado, teve alguns vândalos que invadiram lá, até em cima do telhado coisa ruim já tinha plantado, para se ter uma idéia", disse.

Além disso, a pendência antiga na Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo está atrapalhando a liberação de recursos para a organização de um evento esportivo previsto para o mês de abril, que reunirá idosos de todas as cidades da região.

O comentário sobre o telhado da quadra coberta foi feito na quarta-feira, dia 24, durante uma entrevista que concedeu a uma emissora de rádio local, quando falava dos Jogos Regionais do Idoso (Jori), que serão realizados no Centro Recreativo do Trabalhador (Ceret), Olynto Zambon, e as dificuldades que encontrou para obter recursos na Secretaria de Esportes do Estado de São Paulo, por causa do problema da obra inacabada no Recinto de Exposições e Atividades Folclóricas Professor José Sant’anna, que ficou conhecida por ‘Ginásio Fantasma’.

"Nós fomos investigar aquilo e verificamos que na época, o valor que veio, ao invés de construir o ginásio de esportes, construiu aqueles barracões que lá tem, barraca da Cidade Mirim, Barraca da Fenossa, enfim, mudou-se o objeto. Mas o Governo do Estado entende que mesmo utilizando no mesmo local ou a mesma destinação, o objeto teria que ter sido o mesmo", afirmou.

Embora a situação de impedimento para liberação de recursos venha acontecendo desde o governo do ex-prefeito José Carlos Moreira, Puttini afirma que ele e o prefeito Eugênio José Zuliani, Geninho, desconheciam a irregularidade até no momento de assinar o convênio. Segundo ele, nem mesmo a secretaria estadual estaria sabendo da situação.

"Passamos um grande susto naquele momento, conseguimos fazer com que o secretário estadual de esportes rescindisse o contrato de 1986, deixando assim, a cidade apta a assinar o convênio e conseguirmos ser contemplados para sermos a sede do Jori. Mas em contrapartida, não existe perdão de dívida, a dívida continuou e essa semana o prefeito está em São Paulo, justamente tratando desse assunto. A dívida está em R$ 364 mil, desde 1986", informou.

Parcelamento

O prefeito, de acordo com Puttini, conseguiu um parcelamento em 60 vezes, mas a liberação de recursos só acontecerá depois do pagamento da primeira parcela, quando o município assumirá por completo um compromisso com a dívida.

"Porém, os R$ 120 mil que estariam trazendo já na assinatura do convênio, que seria a contra-partida do Governo do Estado, ficou prejudicado para essa edição (do Jori). Estamos tentando para ver se conseguimos correr a tempo, mas a morosidade é muito grande, pois não é só o setor político, mas também o setor técnico, pois esse pedido de parcelamento do prefeito vai para o Palácio, onde os auditores verificarão o contrato e vão assinar ou não esse parcelamento", acrescentou.

Os jogos começam no dia 14 de abril. "Estamos com muito receio de não conseguir esse parcelamento para podermos pagar a primeira parcela para recebermos os R$ 120 mil. Se infelizmente isso não acontecer, vamos ter que arcar também, além dos investimentos que estão sendo feitos no ginásio de esportes, com mais esse R$ 120 mil. Mas o importante é que conseguimos, de uma vez por todas, tirar esse fantasma da cidade de Olímpia, que é essa pendência que nós fizemos em relação a poder buscar recursos na secretaria de esportes".

Ginásio Fantasma

Como se recorda, durante a administração do ex-prefeito Wilson Zangirolami, o município recebeu recursos da Secretaria Estadual de Esportes para a construção de um ginásio de esportes na área do recinto do folclore.

Ocorre que as obras ficaram apenas na parte da construção de agulhas para dar suporte à fundação do referido ginásio, ficando apenas o buraco escavado cujos barrancos serviriam para a construção de arquibancadas.

O caso veio à tona durante o governo do ex-prefeito José Carlos Moreira, quando este solicitou recursos para reformar o ginásio de esportes já pronto e que na secretaria, a tal obra constava como completada.

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