13 de outubro | 2026
Rapaz de 26 anos morre após confronto com PM em Cajobi
INTERVENÇÃO POLICIAL!
Luis Henrique Queiroz Perreneli foi baleado durante abordagem em uma residência no Centro. Segundo o boletim, ele teria atirado contra um policial e dois PMs reagiram com 13 disparos. Revólver, espingarda artesanal, celulares e rádios foram apreendidos.

Segundo o boletim de ocorrência, Luis Henrique chegou a ser socorrido ainda com sinais vitais e levado ao hospital de Cajobi, mas não resistiu aos ferimentos. O óbito foi constatado por volta das 9h50. O caso foi registrado como morte decorrente de intervenção policial e deverá ser investigado.
PM DIZ QUE HOMEM ESTAVA ARMADO
De acordo com a versão apresentada pelos policiais, uma equipe realizava patrulhamento ostensivo e preventivo por volta das 8h20 quando passou em frente a uma residência já conhecida pelos militares.
O registro menciona informações anteriores que relacionariam Luis Henrique a denúncias envolvendo drogas, ameaças, agressões e posse irregular de armas. Também são citadas imagens publicadas em redes sociais nas quais ele apareceria exibindo armamentos.
Durante o patrulhamento, os policiais disseram ter visto Luis Henrique no corredor da casa segurando um objeto semelhante a uma arma de fogo.
ELE TERIA CORRIDO PARA OS FUNDOS
Ao perceber a aproximação da equipe, Luis Henrique teria corrido para a parte dos fundos da residência.
Segundo o BO, diante das informações anteriores sobre a possível presença de armas no imóvel, os policiais decidiram cercar a casa. Parte da equipe permaneceu na área externa enquanto outros militares avançaram pelos corredores laterais.
Um dos policiais teria seguido pelo corredor direito e chegado até a área de serviço.
POLICIAL RELATA TER SIDO ALVO DE TIRO
Conforme a versão registrada, Luis Henrique estava atrás de uma máquina de lavar roupas e portava um revólver.
Ao perceber a presença do policial, ele teria apontado a arma e efetuado um disparo em direção ao militar.
O policial afirmou que conseguiu se proteger junto a uma parede e respondeu efetuando disparos com sua arma funcional.
Segundo o registro, mesmo depois de atingido, Luis Henrique teria permanecido com a arma em punho, situação considerada pelos policiais como continuidade da ameaça.
SEGUNDO PM TAMBÉM ATIROU
Um segundo policial avançou até a área dos fundos para prestar apoio ao colega.
De acordo com o BO, diante da possibilidade de um novo disparo, esse policial também efetuou tiros contra Luis Henrique.
Depois de atingido, o jovem caiu. Os policiais se aproximaram e afastaram o revólver que estava próximo dele.
PMs FIZERAM 13 DISPAROS
As armas utilizadas pelos dois policiais foram apreendidas para perícia.
Segundo a contabilização registrada na ocorrência, um dos militares efetuou oito disparos com uma pistola Glock calibre .40.
O segundo efetuou cinco disparos, também com pistola Glock calibre .40.
Ao todo, portanto, os dois policiais efetuaram 13 disparos durante a intervenção.
REVÓLVER TINHA UMA MUNIÇÃO DEFLAGRADA
O revólver atribuído a Luis Henrique também foi apreendido.
Trata-se de um Smith & Wesson calibre .32, com capacidade para seis munições.
Segundo o registro policial, o tambor continha cinco cartuchos íntegros e um deflagrado.
A arma será submetida à perícia, assim como as pistolas utilizadas pelos policiais, para auxiliar na reconstituição da dinâmica dos disparos.
ESPINGARDA ARTESANAL FOI LOCALIZADA
Durante as buscas no imóvel, os policiais encontraram ainda uma espingarda de fabricação artesanal.
O boletim relata que o armamento seria semelhante a uma arma que aparecia em imagens atribuídas a Luis Henrique nas redes sociais.
Além das armas, foram apreendidos telefones celulares das marcas Poco, Xiaomi e Samsung, além de dois rádios portáteis.
Todo o material foi lacrado e encaminhado para análise e demais providências da investigação.
LUIS HENRIQUE FOI SOCORRIDO COM VIDA
Após os disparos, os próprios policiais acionaram o resgate.
Luis Henrique ainda apresentava sinais vitais quando foi levado para atendimento médico.
Apesar das tentativas de socorro, ele morreu no hospital.
A Polícia Técnico-Científica foi chamada para realizar a perícia na residência, levantar a posição dos envolvidos, analisar vestígios dos disparos e recolher elementos que possam contribuir para esclarecer exatamente como ocorreu a ação.
POLICIAIS NÃO USAVAM CÂMERAS CORPORAIS
Outro ponto registrado no boletim é que os policiais envolvidos diretamente nos disparos não utilizavam câmeras corporais durante a ocorrência.
Dessa forma, a apuração deverá se apoiar nos depoimentos, nas perícias realizadas no local, nos exames das armas, nas munições recolhidas, na trajetória dos projéteis e em eventuais outras provas que venham a ser obtidas.
As duas pistolas dos policiais foram recolhidas para exame.
BO CITA OCORRÊNCIAS ANTERIORES
O boletim também registra informações sobre ocorrências policiais anteriores envolvendo Luis Henrique.
Entre os fatos mencionados estão registros relacionados a ameaça, lesão corporal e outras ocorrências que constariam nos sistemas policiais.
O documento também menciona investigações envolvendo agressões contra dois jovens e um veículo que teria sido localizado posteriormente em Monte Azul Paulista.
Essas informações fazem parte do histórico citado no boletim e não significam, isoladamente, condenação ou responsabilidade definitiva pelos fatos mencionados.
MORTE SERÁ INVESTIGADA
A morte decorrente da intervenção policial será submetida à investigação.
A apuração deverá confrontar a versão apresentada pelos policiais com os resultados dos exames periciais, análise das armas, munições, trajetória dos tiros e demais evidências recolhidas.
Também deverá ser esclarecida a sequência exata dos disparos e se a dinâmica descrita pelos policiais é compatível com os vestígios encontrados no local.
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