29 de abril | 2026

Tentativa de sequestro ligada à agiotagem termina com comerciante espancada em Rio Preto

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Cobrança de dívida milionária, ameaças em redes sociais e agressões em plena luz do dia transformaram a vida da vítima em um cenário de medo e violência.

Uma comerciante de 40 anos foi brutalmente agredida durante uma tentativa de sequestro registrada na tarde desta terça-feira, 28, em São José do Rio Preto. O crime, que teria ligação com cobranças feitas por agiotas, aconteceu em plena luz do dia, em frente a um edifício localizado na rua General Glicério, no bairro São Pedro, e deixou a vítima com diversos ferimentos pelo corpo.

Segundo informações do boletim de ocorrência e da defesa da vítima, três homens tentaram colocá-la à força dentro de uma caminhonete preta por volta das 12h30. A comerciante reagiu, segurando-se na grade do portão do prédio para impedir a ação criminosa. Sem conseguir concretizar o sequestro, os suspeitos passaram a agredi-la com chutes e socos.

CRIME ACONTECEU EM MEIO A AMEAÇAS E COBRANÇAS DE DÍVIDA

De acordo com o advogado da família, Marcel Lelis, a comerciante e seus familiares são naturais de Fernandópolis e haviam se mudado para Rio Preto justamente para escapar de ameaças ligadas a um empréstimo informal de dinheiro, caracterizado como agiotagem.

Ainda conforme o boletim, os juros cobrados variavam entre 4% e 5% ao mês. A vítima já havia quitado alguns cheques, mas, mesmo após tentativas de conciliação, as exigências financeiras se tornaram cada vez mais agressivas. Sem conseguir arcar com a dívida, a família decidiu deixar a cidade de origem.

PUBLICAÇÕES EM REDES SOCIAIS AUMENTARAM O CLIMA DE TERROR

O advogado revelou ainda que os suspeitos chegaram a publicar em redes sociais mensagens oferecendo “50% de comissão” para quem informasse o paradeiro do casal. As postagens continham fotos e dados pessoais das vítimas, ampliando o cenário de intimidação.

Em uma das publicações, os agiotas mencionavam uma dívida de R$ 1 milhão. Nos comentários, internautas fizeram referências a episódios violentos envolvendo cobradores de outras cidades, enquanto uma mulher sugeriu que os autores fizessem vigilância na escola onde estuda o filho do casal, uma criança.

SUSPEITOS FORAM IDENTIFICADOS E POLÍCIA DEVE APURAR IMAGENS

Entre os envolvidos estão dois homens já conhecidos da família — pai e filho, de 68 e 31 anos — que foram formalmente qualificados no boletim de ocorrência. A defesa informou que as câmeras de monitoramento do edifício registraram toda a abordagem, e as imagens deverão ser requisitadas pela Polícia Civil para reforçar as investigações.

Para o advogado, o caso não pode ser tratado como um episódio isolado. Segundo ele, trata-se de uma escalada de ameaças que evoluiu para violência física e tentativa de privação de liberdade.

DEFESA PEDE MEDIDAS URGENTES À JUSTIÇA

“Será requerida a adoção de medidas urgentes, inclusive a possível decretação de prisão dos envolvidos, tendo em vista o risco concreto à vítima”, afirmou Marcel Lelis.

A família permanece profundamente abalada e teme novos ataques. A expectativa é de que a atuação rápida das autoridades garanta segurança às vítimas e responsabilização dos envolvidos no caso.

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