12 de agosto | 2012

Olímpia teve mais mortes no trânsito que Rio Preto em 2010

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Com 19 óbitos e taxa de 38.0, o município de Olímpia registrou mais mortes no trânsito em 2010, do que a cidade de São José do Rio Preto. Considerando o número de casos por 100 mil habitantes, a cidade ocupa a 326.ª colocação na tabela com os dados de óbitos em acidentes de trânsito dos 2.169 municípios com mais de 15.000 habitantes em todo o País.

Enquanto isso, de acordo com a mesma tabela, Rio Preto, que registrou 151 mortes, mas ocupa a 349.ª colocação, uma vez que sua taxa apurada foi 37.0. Uma situação que se pode considerar até lógica, se for levado em conta que Olímpia tem população e frota de veículos menores.

Essas informações constam do Mapa da Violência 2012, que foi divulgado em julho pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela), que nesta edição apresentou também o Caderno Complementar 2, justamente retratando a situação das condições de segurança no trânsito.

E não se deve também deixar de considerar que o grande número de óbitos no trânsito relacionado a Olímpia está explicitamente ligado à falta de condições de segurança principalmente nos trechos de duas rodovias estaduais que cortam o município: Assis Chateaubriand e Armando de Salles Oliveira, ambas já denominadas por "rodovias da morte".

Mas em relação à periculosidade de cada uma das duas rodovias, um dado mostra que a Assis Chateaubriand é mais perigosa ainda que a Armando de Salles Oliveira. São os números relacionados ao município de Severínia, com população e frota de veículos bem menores que Olímpia, que o relatório mostra apenas três óbitos, colocando a cidade na 1.042.ª colocação com taxa 19.4.

Mas nesse ranking negativo, Severínia é superada por Barretos que ocupa a 433.ª colocação com 37 óbitos e taxa 33.0. Na região, outro município que teve o nome citado foi Guapiaçu que, com 2 óbitos e taxa 11.2 ocupa a 1.535.ª colocação.

O trabalho divulgado leva em consideração o progressivo agravamento da violência no tráfego das vias públicas levou as Nações Unidas a proclamar a Década de Ação pela Segurança no Trânsito 2011/2020, procurando estabilizar e, posteriormente, reduzir as cifras de vítimas previstas, mediante a formulação e implementação de planos nacionais, regionais e mundial.

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