11 de novembro | 2010

“Washington Peão” preso temporariamente no início da madrugada

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O
ex-presidiário Luís Antônio Pereira, vulgo “Washington Peão”,
de 36 anos de idade, que reside na rua do Pintassilgo, número 31, no
Jardim Antônio José Trindade, conhecido por COHAB I, zona sudeste
de Olímpia, foi preso temporariamente, no início da madrugada da
quinta-feira, dia 11, por volta da uma hora.

De acordo
com a informação do delegado João Brocanello Neto, ele é acusado
de ser um dos mandatários do tráfico de entorpecentes na cidade de
Olímpia, principalmente.

Por
questão de segurança, Washington Peão foi encarcerado na cadeia
pública de Barretos, onde aguardará uma vaga no sistema
penitenciário do Estado de São Paulo.

“Assim
que tivermos condições de viabilizar uma vaga no sistema da SAP
(Secretaria de Assuntos Penitenciários), mesmo porque é egresso, já
tem condenações anteriores, nós pediremos para que ele volte a
cumprir pena”, explicou o delegado.

O mandado
foi expedido na quarta-feira, dia 10, pelo juiz da 3.ª Vara de Olímpia,
Hélio Benedine Ravagnani, solicitada pelo delegado após a apreensão
de mais de 80 quilos de drogas em uma propriedade rural localizada no
bairro rural Campo Alegre, região leste do município.

Também
segundo o delegado, ele foi encontrado pelos investigadores na casa
de um amigo, na rua Castro Alves, número 47, no Jardim São
Benedito, região central da cidade, quando já se preparava para
deixar a cidade e fugir de um possível cerco policial. Ele estava na
casa de um amigo conhecido por Pio.

“Os
investigadores receberam informações de que provavelmente
Washington, por conta da recente prisão efetuada em desfavor do
Dagata e do Betinho, ocasião em que foram apreendidos mais de 84
quilos de maconha, estava temeroso de ser preso e estava se
preparando para fugir da cidade. Arquitetou-se todo o trabalho de
investigação e recebemos dados informativos que davam conta de que
ele poderia estar na casa do Pio, no São Benedito”, contou.

Consta
que Washington Peão não ofereceu resistência ao tomar conhecimento
do mandado de prisão expedido contra ele. “Sabíamos que ele
estava já prestes a abandonar a cidade, tanto que foi buscar a
família dele na casa desse amigo, o mecânico Pio”, reforçou.

Segundo
o delegado a prisão ainda é temporária porque será submetida a
julgamento. No entanto, observou que já está trabalhando no sentido
de pedir a prisão preventiva. “Já houve o pedido da preventiva e
isso é questão de tempo”, disse.

“Não
tem como fugir de uma condenação. Temos provas suficientes da
quadrilha e do tráfico de drogas que abastece não só a nossa
comarca, mas também cidades da região como Barretos, Monte Azul
Paulista e até Bebedouro”, avisa.

Ainda
segundo Brocanello, embora o inquérito venha sendo trabalhado a
vários meses, a prova maior é a apreensão da droga no bairro rural
Campo Alegre, no final do mês de outubro.

“Essa
droga pertence ao Washington e a todos esses envolvidos, pessoas
conhecidas do tráfico, inclusive com condenações”, explicou. “É
questão de tempo de concluir a investigação e posso adiantar que
outras pessoas serão presas”, reforçou.

QUADRILHA
DESBARATADA

Como se
recorda, para os delegados João Brocanelo Neto e Mário Renato
Depieri Michele, a quadrilha acusada de tráfico desbarata no dia 27
de outubro com 84,5 quilos de maconha, é ligada a Luís Antônio
Pereira, vulgo “Washington Peão”, que cumpriu seis anos de
prisão por tráfico e estava em liberdade há cerca de três meses.

Na tarde do dia 27 de outubro, por volta das 17 horas, foram
presos em flagrante no sítio São José, no bairro rural Campo
Alegre, região leste do município, Roberto Gomes Ferreira, vulgo
“Betinho”, de 30 anos, Fernando Silva Souza, vulgo “Da Gata”,
de 33 anos e sua esposa Roberta Juliana Correia, de 29 anos.

Na
ocasião, segundo a polícia, dois elementos conhecidos nos meios
policiais por Godofredo e Deco, conseguiram escapar do cerco policial
e fugiram em meio a um brejo nas proximidades.

A droga
estava em um barril de plástico enterrado próximo ao curral, onde
os acusados embalavam a droga em tijolos para serem comercializados.
Outra parte da droga foi encontrada no quarto do casal.

A
apreensão da droga ocorreu graças a um trabalho da Polícia Civil
de Olímpia, com o objetivo de prender “Washington Peão”,
apontado como o comandante do tráfico em Olímpia.

Segundo o
delegado Brocanelo, “Washington”, comandava o tráfico em
Olímpia, mesmo quando estava preso e, principalmente, agora que ele
está em liberdade. As investigações já indicavam que há outras
pessoas envolvidas com a quadrilha.

Já o
delegado Mário Renato Depieri Micheli, que lavrou o flagrante,
declarou à época que a fazenda era utilizada na logística de
distribuição de maconha. Segundo ele, a droga chegava em grande
quantidade. Era armazenada, fracionada e distribuída aos pontos de
tráfico da cidade.

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