14 de agosto | 2026

Mulher uniformizada entra na casa de idosa e pede senhas bancárias na Cohab

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Visitante teria solicitado RG, CPF e senhas do Gov.br e do aplicativo bancário da aposentada. Dois dias depois, a filha foi até a agência, reconheceu a mulher que esteve na residência e registrou boletim para preservar os direitos da família.

DA REDAÇÃO

Uma visita inesperada à casa de uma idosa terminou em boletim de ocorrência em Olímpia depois que uma mulher, usando uniforme bancário, teria entrado na residência e solicitado documentos pessoais e senhas da moradora. O caso aconteceu no dia 10 de agosto, em uma casa no Conjunto Habitacional Antônio José Trindade, e foi comunicado à Polícia Civil dois dias depois.

De acordo com o boletim, a idosa permitiu a entrada de uma mulher que se apresentou como B. e usava uniforme da instituição na qual a moradora mantém conta bancária. Durante a permanência no imóvel, a visitante teria solicitado informações como RG, CPF, senha do Gov.br e senha do aplicativo do banco.

IDOSA TERIA INFORMADO PELO MENOS O NÚMERO DO RG

Segundo o relato feito pela filha à polícia, a mãe confirmou ter fornecido o número do RG, mas não conseguiu se lembrar se chegou a repassar as demais informações solicitadas, inclusive as senhas. A mulher que esteve na residência também teria auxiliado a idosa a procurar documentos guardados em uma caixa organizadora.

Durante todo o período em que permaneceu na casa, a suposta funcionária manteve contato telefônico com outro homem, que também seria funcionário da instituição bancária. Não consta no boletim, porém, qual seria a finalidade oficial da visita nem por que dados de acesso a serviços digitais teriam sido solicitados à correntista.

CÂMERAS REGISTRARAM MOVIMENTAÇÃO NA RESIDÊNCIA

Após tomar conhecimento do ocorrido, a filha teve acesso às imagens das câmeras de segurança da casa e conseguiu visualizar a movimentação durante a visita. Diante da situação, decidiu procurar esclarecimentos diretamente na agência bancária.

No dia 12, ela compareceu ao banco e identificou no local a mesma mulher que, segundo seu relato, havia estado na residência da mãe. Também perguntou pelo homem que teria permanecido em contato telefônico durante a visita, mas foi informada de que ele não estava na agência porque se encontrava em horário de almoço.

FILHA QUESTIONOU MOTIVO DA VISITA

A filha relatou à Polícia Civil que questionou a funcionária sobre o motivo de ter ido até a residência sem aviso e sobre a solicitação de dados pessoais da idosa sem que ela própria, como familiar, estivesse presente.

Ainda segundo o boletim, a mulher não teria esclarecido de forma satisfatória a razão da visita nem explicado por que teria pedido aquelas informações. O documento policial também não registrava, até aquele momento, retirada de dinheiro, transferência bancária ou outro prejuízo financeiro decorrente do episódio.

BOLETIM FOI FEITO PARA PRESERVAR DIREITOS

Diante das dúvidas sobre as circunstâncias da visita, a filha decidiu registrar a ocorrência na Delegacia de Polícia de Olímpia. O boletim foi classificado inicialmente como ocorrência não criminal e registra que a medida foi tomada visando à preservação dos direitos da família.

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