13 de agosto | 2025
“Amor-Próprio na Prática” como despertar e cultivar
Amor-Próprio na Prática
Qual o real significado de amor-próprio? Como viver no mundo atual e ser gentil consigo? Baseada em evidências científicas, a psicóloga Zoë Crook montou um guia prático para que as pessoas cultivem cada vez mais a autocompaixão. A proposta trazida no livro “Amor-Próprio na Prática”, lançamento que chega ao Brasil pela Editora Latitude, é que o leitor parta de uma análise das ações passadas e prepare-se para o futuro ao viver melhor o momento presente. Ouvir a voz interior, manter o corpo e mente em sintonia integrados estão entre os conselhos da especialista para uma vida melhor, em todos os sentidos. Este livro apresenta práticas para que as pessoas consigam estabelecer limites, assumam as próprias escolhas e pratiquem o amor-próprio de forma mais consciente. Ao longo das páginas, os leitores poderão compreender que simples atitudes despertam a consciência e tornam possível realizar uma mudança profunda a partir de um amor que flui de dentro para fora. A obra reforça ainda o que muitos estudos já validaram: amar a si mesmo é fundamental para uma boa saúde mental. Nesta narrativa, cada pessoa será convidada a cultivar a autocompaixão e o autorrespeito em todas as áreas da vida, de modo que desenvolvam estratégias proativas para se redirecionarem rumo ao seu “eu” de verdade. “Amor-Próprio na Prática” explica como ações diárias e pequenos rituais conseguem dar clareza àquilo que não está intrínseco ao leitor. No final deste livro, Zoë deixa notas de amor e frases para que cada pessoa possa reafirmar para si mesma diariamente. O livro tem 184 páginas.

índice de suicídio entre jovens negros é 45% maior do que entre brancos, segundo levantamento do Ministério da Saúde. Na faixa etária de 10 a 29 anos, a probabilidade chega a 50%. Este dado alarmante é apenas um dos indicativos de que a população preta está mais vulnerável aos sofrimentos psicoemocionais. Como então oferecer ferramentas para entender as origens e lidar com essas angústias que representam o limiar entre a vida e a morte de muitos? Para as pesquisadoras na área de saúde mental de pessoas negras e criadoras dos projetos “Pra Preto Ler” e “Pra Preto Psi”, Bárbara Borges e Francinai Gomes, a resposta para tratar do problema está na adoção de estratégias de promoção de autoconhecimento e do fortalecimento do senso de comunidade. Elas discorrem sobre esta busca pelo bem-estar no livro “Saber de Mim”, lançamento da editora Almedina Brasi. Ao adotarem a “escrevivência”, técnica cunhada pela escritora e linguista Conceição Evaristo para definir um estilo de escrita diretamente relacionado às vivências de quem escreve, as autoras conquistam proximidade com o leitor. Essa conexão aparece especialmente quando exploram temas densos que escancaram as feridas causadas pelas inúmeras formas de perpetuação do racismo. A obra tem como ponto de partida a discussão sobre os prejuízos causados pela alienação racial, estabelecida quando o negro não se reconhece como tal para evitar cargas negativas relacionadas às experiências de ser uma pessoa de cor no Brasil. Segundo Bárbara e Francinai, esse processo alienante é incentivado principalmente pela exaltação da política de democracia racial, falsamente difundida no país. As pesquisadoras destacam também o dilema da fraternidade entre negros, que costuma se dar apenas pela dor e sofrimento causados pelos episódios de preconceito que praticamente todos enfrentam. Para elas, é preciso encontrar outros pontos de conexão que permitam criar uma comunidade que experimente a esperança, coragem e união ao invés da humilhação, vergonha e tristeza. O livro tem 202 páginas.
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