15 de março | 2026
Irmãos acusados de homicídio em 2017 em Baguaçu são absolvidos pelo Tribunal do Júri
JÚRI POPULAR EM BAGUAÇU!
Julgamento durou cerca de 12 horas e mobilizou Justiça, promotoria e defesa. Otávio Henrique da Silva e Felipe Augusto da Silva eram acusados de matar o apanhador de laranjas Eder Evangelista com golpes de faca. Defesa sustentou legítima defesa e jurados decidiram pela absolvição.

O júri popular foi presidido pelo juiz de direito Wellington Urbano Marinho, da comarca de Barretos. Como representante do Ministério Público atuou a promotora Jéssica Silveira Prado, de São José do Rio Preto, que sustentou a denúncia de prática de homicídio duplamente qualificado, por meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima.
ACUSAÇÃO APONTOU AÇÃO CONJUNTA DOS IRMÃOS
Durante os debates, a promotora sustentou que Felipe teria imobilizado Eder Evangelista com uma “gravata”, enquanto Otávio teria desferido nove golpes de faca contra a vítima.
A acusação argumentou que a forma como o crime foi praticado caracterizaria a qualificadora de meio cruel e a impossibilidade de defesa por parte do ofendido.
DEFESA SUSTENTOU LEGÍTIMA DEFESA
Por sua vez, o advogado de defesa Galib Jorge Tannuri defendeu a tese de legítima defesa. O defensor apresentou declarações de moradores de Baguaçu que, segundo ele, apontariam que a vítima tinha histórico de conflitos com diversas pessoas.
Tannuri afirmou ainda que Eder Evangelista era considerado “problemático”, brigava com várias pessoas, era usuário de drogas e teria feito ameaças constantes contra Otávio, após uma discussão ocorrida durante o réveillon de 2015 para 2016, quando Otávio teria separado uma briga envolvendo a vítima.
JURADOS DECIDIRAM PELA ABSOLVIÇÃO
O advogado também destacou que os irmãos eram primários, não possuíam antecedentes criminais e trabalhavam em uma propriedade rural pertencente ao pai.
Após os debates, o corpo de jurados, formado por cinco mulheres e dois homens, decidiu pela absolvição dos acusados.
O CRIME
O homicídio ocorreu na noite de 3 de junho de 2017, por volta das 21h27, na rua João Bataus, nº 147, no distrito de Baguaçu. Segundo a denúncia apresentada à época, a vítima foi morta com golpes de faca.
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