30 de novembro | 2025
Júri popular, sem público, absolve réu que matou menor de 15 anos
JULGAMENTO COM 8 HORAS DE DURAÇÃO!
Por medida de segurança, familiares e populares foram impedidos de acompanharem o julgamento.

O julgamento, presidido pelo juiz de direito Mateus Lucatto de Campos, foi realizado na quinta-feira, 27, teve 8 horas de duração, tendo início às 9 horas e o veredicto divulgado às 17 horas. Como representante do Ministério Público atuou o promotor público Caique Ducati, que declarou que vai recorrer da decisão e tentar anular o júri.
Na defesa atuou o advogado de Ribeirão Preto, Hamilton Paulino Pereira Júnior, que defendeu a tese de legítima defesa. Ele declarou que foi Cauê quem atacou o réu, que apenas se defendeu, desferindo um único golpe de faca, tendo, no seu entendimento, caracterizado a legítima defesa.
ARTES MARCIAIS
Durante os debates em plenário, foi colocado pela defesa que Cauê, apesar de ter apenas 15 anos, era forte e praticante de artes marciais. Inclusive, foram exibidos vídeos onde a vítima aparece lutando Muay Thai, vencendo vários oponentes. Com isso, o corpo de jurados foi convencido e acabou absolvendo o réu.
BRIGA POR PIPAS
Segundo consta na denúncia, o motivo do crime foi um desentendimento entre a vítima Cauê e um menor de 17 anos à época, apontado como pivô do crime, que estava juntamente com o réu Thiago empinando pipas dias antes do crime. Foi quando Cauê teria cortado a pipa do adolescente de 17 anos e não quis pagar.
Dias depois, os três se encontraram na Vila Érica, entraram em luta corporal e Thiago desferiu o golpe de faca que causou a morte do menor de 15 anos. Ele foi autuado em flagrante e aguardou o julgamento encarcerado.
MEDIDA DE SEGURANÇA
No dia do julgamento, vários familiares do réu e da vítima se deslocaram de Guaraci para o Fórum de Olímpia para acompanharem o julgamento. Foi constatado pelos funcionários da Justiça olimpiense que o clima era bastante hostil entre os presentes. Com isso, o juiz presidente do Tribunal do Júri, o promotor público e o advogado de defesa se reuniram e ficou decidido que, para manter a ordem, familiares dos envolvidos e populares não poderiam entrar no plenário para acompanhar o julgamento
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