06 de julho | 2021
Justiça dá mais uma liminar e reabre terceira empresa interditada pela fiscalização/covid
Estância da Picanha teve medida liminar deferida pela justiça na tarde de terça-feira.

A decisão saiu as 16h52 da terça-feira, 06, autorizando a volta ao funcionamento da Estância da Picanha uma das 05 que foram interditadas na quinta-feira da semana passada, 30 de junho.
Desta vez, a juíza considerou, além da questão da ampla defesa e do contraditório, que a medida de grave penalidade (suspensão das atividades do estabelecimento comercial em tempos de conhecidas restrições econômicas), antes do término da apuração da efetiva culpa e responsabilidade da parte impetrante, soa deveras desarrazoada e desproporcional no caso concreto, ainda mais quando vigente prazo para apresentação de defesa e ausente prova segura da formação lícita, legal e definitiva do mérito administrativo, sequer na esfera igualmente administrativa”.
BAR SANTA RITA E RESTAURANTE
SANTA HORA JÁ HAVIAM CONSEGUIDO
Na sexta-feira, 02, a mesma juíza já havia deferido o pedido do Bar Santa Rita e do Restaurante Santa Hora. O primeiro já funcionou no sábado e o segundo apenas na segunda-feira.
Até o final da tarde de terça-feira, 06, apenas as três empresas das 05 interditadas pela prefeitura na quinta-feira da semana passada figuravam no site do TJ – Tribunal de Justiça de São Paulo, como tendo entrado com medida judicial para liberar o funcionamento dos estabelecimentos comerciais. As outras duas, Espetaria Maria Fumaça e Cirus Restaurante e Lanchonete, ainda não apareciam como tendo tomado nenhuma medida judicial.
CINCO EMPRESAS FORAM
INTERDITADAS NA QUINTA-FEIRA PASSADA
A Secretaria Municipal de Agricultura Comércio e Indústria, encarregada da fiscalização do cumprimento das medidas restritivas de contenção da pandemia, interditou na quinta-feira, 01, as empresas Espetaria Maria Fumaça, Cirus Restaurante e Lanchonete, Santa Hora Restaurante, Estância da Picanha e Bar Santa Rita que deveriam ficar fechados pelo período de 15 dias, seguindo o que diz o decreto municipal que prevê penalidades para descumprimento das medidas de contenção da pandemia.
O primeiro a entrar na justiça foi o Bar Santa Rita, cuja razão social é Campopiano & Santos Lanchonete Ltda, que deu entrada no pedido de tutela antecipada antecedente (liminar) ainda no final da manhã da quinta-feira, 01, às 10h25.
A juíza da 1ª Vara Cível Marina de Almeida Gama Matioli, decidiu no mesmo dia pela liberação e o bar e lanchonete que voltou a funcionar, mas a decisão foi liberada nos autos no dia posterior, sexta-feira, 02, às 17h10.
TRÊS, DAS CINCO EMPRESAS,
ENTRARAM NA JUSTIÇA E CONSEGUIRAM LIMINAR
A segunda empresa a conseguir medida liminar da justiça foi o Restaurante Santa Hora. No entanto, embora tenha entrado com a ação ainda na quinta-feira, 01, menos de uma hora depois do Bar Santa Julia e a mesma juíza também ter decido no dia posterior, sexta-feira, dia 02, a decisão apenas foi liberada no processo na segunda-feira, 05, às 09h58. A medida com pedido de liminar do Santa Hora foi um Mandado de Segurança Cível – Garantias Constitucionais.
Já a terceira empresa a entrar na justiça para reverter a interdição da prefeitura, foi Claudemir Kosmann & Cia Ltda – ME, que se presume, pelo endereço, que seja o restaurante que tem como nome fantasia Estância da Picanha que teve o pedido de reabertura aceito pela juíza da primeira vara local na tarde de terça-feira, 06.
A alegação principal, nos três os casos, pelo que se entende, é a de que, antes de a prefeitura interditar, teria que ter dado o direito de o comerciante se defender.
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