15 de julho | 2007
Justiça deve chamar mais de 200 pais para reconhecer filhos em mutirão da paternidade

De acordo com Ravagnani, a segunda etapa do projeto está confirmada para o dia cinco de agosto, com o início dos trabalhos previsto para às oito horas. No entanto, ainda não há definição do local, mas com certa tendência a acontecer na Escola Estadual Capitão Narciso Bertolino: "e vamos terminar quando todos forem ouvidos, todos os que tiverem presentes. Inicia-se as 8 e vai até todos os que estiverem (presentes) sejam ouvidos".

Dia dos pais
"E, se necessário, se tiver um número excessivo de audiências a gente marca outro dia. E esse dia é próximo ao dia dos pais. E, então, por isso também foi escolhido esse começo de agosto, para ficar próximo ao dia dos pais", comentou.
O juiz explicou que o trabalho visa fazer uma averbação do nome do pai da criança, cujo registro já está pronto. "Essas crianças que não constam o nome do pai, o registro possui o nome da mãe e dos avós maternos e, com o reconhecimento do pai feito perante um juiz, haverá uma homologação disso".
A partir deste reconhecimento na audiência perante o juiz, o oficial de cartório registra na certidão que já existe da criança, o nome do pai inclusive, dos avós paternos: "aí sim depois do reconhecimento. Então, é feita uma espécie de aditamento à certidão de nascimento".
O importante desse projeto, de acordo com o juiz, é a tentativa de reconhecimento voluntário da paternidade. "Isso tem que deixar claro tanto para as mães que indicaram os nomes dos pais, como para os pais que vão comparecer. Não é uma coisa obrigatória; o pai pode comparecer tranqüilamente, tanto que tem o direito de reconhecer, quanto o de dizer que não tem interesse em reconhecer", enfatizou.
Avisa ainda o juiz que não haverá custos para os que comparecerem na audiência do dia cinco de agosto: "nem para o pai e nem para a mãe que indicou. Isso tudo é convênio entre o Tribunal de Justiça e Associação de Oficiais de Cartório que estão ajudando no pagamento das autuações e dos processos. As notificações o tribunal está pagando por via aérea. Tudo isso é um convenio e nenhuma das partes vai ter algum custo".
"Esse suposto pai será notificado através de carta a comparecer no dia 5 de agosto, dia que o estado todo vai fazer esse projeto, em audiência que será realizada e presidida por mim e pelo Dr. André, onde esse pai poderá reconhecer a paternidade do filho", acrescentou.
Ausência
Por outro lado, mesmo sendo uma situação é que é colocada a condição da voluntariedade de reconhecimento ou não, Ravagnani alerta que o direito solicitado pelas mães poderá ainda ser cobrado em juízo.
"E outro dado importante para ficar registrado para as mães é que o pai que não comparecer ou que não reconheceu voluntariamente a paternidade da criança, nada impede que a mãe procure a justiça. Aí sim com processo judicial de investigação de paternidade, onde será feita investigação por meio de DNA e o pai é coagido, ou seja, não depende da vontade do pai", avisou.
De acordo com o magistrado, no caso de processo judicial, onde há exame de DNA, caso seja comprovada a paternidade indicada pela mãe, por ordem judicial o cartório registra a pessoa indicada como o pai da criança. "Então, aí não precisa ser voluntário", reforçou.
Para que isso ocorra, basta a mãe procurar a justiça e se por acaso não tiver dinheiro para pagar um advogado, pode procurar a OAB (Ordem dos Advogados Brasileiros): "a OAB nomeia um advogado de uma forma gratuita e também não tem custas, um processo desse sentido na justiça".
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