15 de maio | 2022

Para capitão a segurança está boa, mas estupro de vulneráveis e moradores de rua preocupam

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QUESTÃO DE SEGURANÇA!
Drogas continuam na ponta dos indicadores e estão relacionadas a outros tipos de crimes.
Não existe uma estrutura organizada do crime, principalmente do tráfico. “A gente não tem identificação de nenhuma célula ativa. É muito rotativo”, enfatizou.


O capitão Alessandro Roberto Riguetti, atual comandante da 2ª Cia da PM em Olímpia foi o entrevistado da semana no programa Cidade em Destaque, ancorado pelo jornalista José Antônio Arantes e sua filha Bruna Silva Arantes Savegnago, onde, entre outras coisas manifestou sua preocupação com os casos de abuso de incapazes e o aumento de moradores em situação de rua em Olímpia.

O capitão, que é olimpiense de nascimento, inicialmente contou sua história na Polícia Militar, desde o início, na Academia do Barro Branco até os dias de hoje, quando está para ser promovido a major (o leitor pode ouvir a íntegra da entrevista no Youtube no canal siteifolha), e depois sobre a situação da segurança em Olímpia, disse que teve momentos melhores e piores, mas deixa claro que se tivesse no quadro local uns 20% a mais de policiais seria melhor.

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA = DECRÉSCIMO
DA ECONOMIA E ISOLAMENTO DA PANDEMIA

O capitão olimpiense acredita que se for promovido a major, deverá assumir algum posto na região de Ribeirão Preto. Sobre o momento atual, afirmou que algumas situações preocupam muito, a violência doméstica, o aumento de pessoas em situação de rua e o estupro de vulnerável.

Quanto a violência doméstica, acredita que o crescimento tenha ocorrido em virtude da mudança de hábitos provocada pelo longo tempo de isolamento da pandemia e pela própria situação econômica.

Righetti, embora não tivesse números em mãos, acredita que tenha ocorrido aumento no número de furtos que acredita também se dar principalmente pelos fatores econômicos e uso de drogas, em razão dos produtos que estão sendo levados que, geralmente são moeda de troca para se comprar drogas, já que o tráfico continua sendo o principal problema enfrentado atualmente.

PALESTRAS PARA AS CRIANÇAS
ENTENDEREM A SITUAÇÃO

Sobre a violência nas escolas e sobre o abuso de vulneráveis, o policial militar destaca que a PM vem fazendo um trabalho nas escolas, através do cabo Beltramelo e já está estudando a possibilidade de encaminhar outra policial para aumentar a abrangência e atuar junto a essas crianças antes dos traficantes, para ver se elas realmente conseguem dizer não para as drogas.

Os crimes relacionados às drogas continuam sendo os de maior registro no município, depois o furto e roubo, mas a maioria também ligada às drogas, pois furtam para trocar pelos alucinógenos.

Até a outra preocupação do comandante, que é o aumento de moradores em situação de rua no município, também teria ligação com a questão das drogas, já que muitos deles são marginalizados ou se marginalizam por causa das drogas.

MORADORES DE RUA ESTÃO
OCUPANDO PRÉDIOS DESOCUPADOS

Alessandro Roberto Riguetti explicou que os moradores de rua estavam ficando basicamente em três prédios desativados relativamente próximos um do outro. “Um deles, até já está sendo demolido. Acabei conversando com o Prefeito Municipal, levei esse problema para ele, conversamos também com o Ministério Público, o Dr. Rodrigo se colocou à disposição para auxiliar. Então de imediato o prefeito acabou falando com o proprietário e este acabou colocando o prédio no chão”, afirmou.

O capitão acredita, no entanto, que pra resolver o problema se faz necessária uma estratégia para incluir esse pessoal ou fazer uma triagem para que eles retornem para a cidade deles onde teriam mais condições para tentar se manter por estarem próximos dos familiares. “Uma boa parte deles é de fora da cidade”, explicou.

E continuou: “A gente teve um período muito forte de construção civil aqui e ainda está tendo. O pessoal vem de fora e acaba ficando. Hoje existem dois lugares onde os moradores de rua estão se concentrando: no antigo bazar e naquele prédio onde funcionava o depósito da Janca, perto do Hot Beach.

GUARDA MUNICIPAL VEM PARA AJUDAR

Sobre a guarda municipal que está prestes a começar a operar, o capitão acredita que vai ajudar e muito na segurança da cidade. “Conheço o major Rodrigues de muito tempo (atual comandante da GCM) e tenho conversado com ele desde o início. A ideia é desenvolver um trabalho em conjunto, mas mantendo as funções de cada um”, disse.

Righetti destaca que um dos pontos positivos de Olímpia é o turismo (que foi tema de seu mestrado quando estudou as características do Turismo e a Segurança Pública). O turismo de Olímpia agrega e melhora a situação da cidade e não é do tipo que atrai o crime. É o chamado turismo bom que traz muitas famílias.

INDICADORES DE SEGURANÇA ESTÃO BAIXOS

O capitão entende que Olímpia é uma cidade muito boa e que está bem encaminhada, se destaca positivamente entre as cidades do mesmo porte. “Os indicadores estão baixos, claro não desprezando quem sofreu na pele algum tipo de crime, como é o caso de vocês, com o incêndio aqui”, destacou.

Ele diz ter ficado preocupado de uns tempos para cá, por conta do indicador de estupro de vulnerável, em média dois casos por mês. “Por isso que uma criança tem que saber identificar o que aconteceu porque nem sempre chega no final. Então o cabo Beltramelo está trabalhando em palestras nas escolas com as crianças menores e mesmo através do material didático que a polícia tem, próprio para isso para que criança consiga entender a diferença do que é uma brincadeira saudável e do que é realmente um abuso. As aulas começaram esse ano no começo das aulas presenciais. Já atingiu provavelmente uns 700 alunos. Até o fim do ano atinge todo mundo”, explicou.

Outro ponto importante destacado na entrevista com o capitão foi o fato de em Olímpia não existir uma estrutura organizada do crime, principalmente do tráfico. “A gente não tem identificação de nenhuma célula ativa. É muito rotativo”, enfatizou.

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