30 de agosto | 2020
Polícia local dá busca por tráfico e prende dupla também por lavagem de dinheiro
DINHEIRO DO TRÁFICO?
Empresário acusado de lavar dinheiro
de drogas em Serve Festas na Cohab III.
Foram apreendidos R$ 17.240, em dinheiro
e uma porção de maconha. Foram
decretadas as prisões preventivas.

O flagrante aconteceu na tarde de terça-feira, 25, na rua Paulo Urbano Bertasso, no CDHU III, quando a Polícia Militar abordou o veículo Honda Civic, placas ESA 5585 de Olímpia, conduzido por Edinaldo. No interior do carro, em cima do console, os policiais encontraram R$ 1 mi em dinheiro.
Questionado sobre a casa que acabara de sair, Edinaldo contou que era de seu tio “Camburão”. Em revista na residência os militares encontraram R$ 16.240,00 em dinheiro em cima de uma cama. Também encontraram uma porção de maconha pesando 1.4 gramas. “Camburão” admitiu ser o proprietário da droga. No entanto, disse desconhecer que o dinheiro estava na sua casa.
Foi quando, segundo a polícia, Edinaldo assumiu ser o proprietário do dinheiro, alegando que era rendimento do seu estabelecimento comercial, um Serv Festa, na Cohab III. Na delegacia de polícia de Olímpia os acusados foram assistidos pelo advogado Galib Jorge Tannuri.
FUNDAMENTAÇÃO
DO FLAGRANTE
O delegado Rodrigo Ferreira fundamentou a prisão em flagrante, argumentando entre outras coisas que “em especial atenção ao fato de manter em residência de terceiros expressivos valores de dinheiro ‘vivo’, entorpecente apreendido e depoimentos de policiais militares que gozam de fé pública, que afirmaram que os valores são advindos de transações financeiras relativos ao tráfico de drogas na cidade”.
Ainda fundamentou o delegado que “utilizando a empresa como ‘fachada’ para ‘lavagem’ dos capitais, ocultando ou dissimulando transações para reintrodução dos valores ao mercado dando aparência de lícitos”. Ainda fez constar o delegado que “demonstrativos e notas ficais anexadas, nenhuma comprova a origem do dinheiro apreendido, não restou apresentado clientes que pudessem comprovar a existência de fato da empresa”.
Ainda o delegado Rodrigo Ferreira representou pela decretação das prisões preventivas dos acusados, que foram decretadas pelo juiz de direito Eduardo Luiz de Abreu Costa. Eles foram levados para a cadeia pública de Colina, onde permanecem a disposição da justiça.
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