03 de julho | 2025

“Palavras em Movimento: Estudos Críticos”

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Palavras em Movimento: Estudos Críticos

Em “Palavras em Movimento: Estudos Críticos”, o escritor, professor e pesquisador Wigvan Pereira dos Santos propõe um diálogo entre literatura, filosofia e cotidiano por meio de cinco ensaios analíticos. A obra aborda temas como maternidade, relações afetivas no ciberespaço, memória cultural e orientalismo, explorando tanto a literatura goiana quanto obras audiovisuais. Nos capítulos iniciais, o autor analisa o romance “Como Se Fosse Monstro”, de Fabiane Guimarães, discutindo as contradições entre a idealização e a monstruosidade da maternidade, e a obra epistolar “Sem Palavras”, de Larissa Mundim e Valentina Prado, que reflete sobre afetos mediados pela Internet. O livro também destaca o curta “Hugo”, de Lázaro Ribeiro, que resgata a memória do escritor Hugo de Carvalho Ramos e a história de Goiás. Nos dois últimos ensaios, “O Barco de África” e “Os Braços de Kali”, o autor utiliza o conceito de orientalismo, de Edward Said, para questionar visões coloniais e apresentar novas perspectivas sobre culturas orientais. A publicação faz parte de um projeto apoiado pelo Fundo de Arte e Cultura do Estado de Goiás, e propõe uma reflexão sobre a constante transformação das percepções humanas. O livro tem 126 páginas.

 

Estrada dos Refúgios

Já na primeira cena, a escritora Bettina Winkler entrega o tom forte, intenso e misterioso do lançamento “Estrada dos Refúgios”. Ao perceber que a irmã do meio não está mais ao alcance de seus olhos, Bárbara sabe que a jovem precisa de ajuda. Durante a busca ao lado da mais nova, Ira, o que encontra é uma situação de abuso sexual, que evolui para agressões físicas e termina com a morte do abusador, Maurício. Dali em diante, tudo o que acontece coloca em risco o disfarce do pai adotivo das três personagens, Bernard Gastrell, um ex-serial killer britânico, que naquela pequena e pacata cidade de interior se tornou “O Justiceiro”. Conforme outros assassinatos surgem na história, o leitor descobre que nem mesmo os laços de sangue seriam suficientes para proteger uma família como essa.  Neste suspense nacional, publicado pela Qualis Editora, a autora destaca a força e influência da cultura nordestina, mais especificamente da Bahia, estado onde nasceu e vive até hoje. “É importante e válido mostrar que histórias podem ser ambientadas em qualquer lugar e não somente ao utilizar características específicas, ditadas como regra ou que ajudam a construir alguns estereótipos”, afirma Bettina. Ao apresentar elementos como a pracinha de chão de pedra, os caminhos de terra batida e até mesmo as jaquetas verde-cana, usadas por mototaxistas, a escritora tira do pedestal as obras de suspense estrangeiras, com cenários e características que não aproximam o enredo do leitor brasileiro. O livro tem 226 páginas.

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